Apresentação de caças da FAB estilhaça vidros da fachada do STF

(do Terra) A tradicional cerimônia de
substituição da bandeira nacional,
que ocorre no primeiro domingo de
cada mês na Praça dos Três
Poderes, em Brasília, provocou
sustos nesta manhã.
O sobrevoo de caças da Força Aérea
Brasileira (FAB), que se
apresentaram durante o evento,
provocou muito barulho e a quebra
de boa parte dos vidros da sede do
Supremo Tribunal Federal. "Foi bem
desagradável, eles (os aviões)
passavam muito baixo e por
diversas vezes. As pessoas estavam
muito assustadas, e as crianças,
chorando. O desconforto foi tanto
que fomos embora mais cedo",
relatou a servidora pública Silvia
Rheinheiner, que levou o filho de 1
ano e meio para assistir à
cerimônia.
Segundo a assessoria de imprensa
da FAB, duas aeronaves Mirage
F-2000 executaram o sobrevoo
durante a solenidade, e uma onda
de choque causou os danos às
vidraças de "alguns órgãos
públicos". Há relatos, conforme a
FAB, de estragos no Senado e na
Câmara dos Deputados.
O Comando da Aeronáutica já
iniciou a apuração das
circunstâncias do fato e irá ressarcir
os prejuízos decorrentes, informou
o órgão.
O evento mensal, durante o qual a
enorme bandeira do Brasil é
substituída por uma nova, costuma
atrair público à Praça dos Três
Poderes para assistir a
apresentações de aviões da FAB, da
Esquadrilha da Fumaça e da banda
da Marinha.
60 anos da FAB
A apresentação fez parte das
comemorações de 60 anos da
Esquadrilha da Fumaça. Sete jatos
T-27, fabricados pela Empresa
Brasileira de Aeronáutica (Embraer),
executaram 55 manobras
acrobáticas, de forma isolada e em
conjunto, fazendo desenhos de
fumaça no céu de Brasília.
Muitas das manobras bateram
recordes mundiais. Em 2006, os
T-27 quebraram recorde ao
executar manobras conjuntas com
12 aeronaves - limite superior ao de
2002, quando houve a participação
de 11 aviões. Segundo capitão João
Pivovar, piloto da esquadrilha, a FAB
recebe cerca de 1,2 mil pedidos de
demonstrações por ano, mas só
consegue cumprir 10% desse total,
pois os aviões são usados também
na defesa aérea, quando não estão
em manutenção na Academia da
Força Aérea, em Pirassununga, São
Paulo.

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