O delegado Fábio Sclair, chefe da
Delegacia de Meio Ambiente e
Patrimônio Histórico da Polícia
Federal, disse que o vazamento de
petróleo que ocorre no Campo de
Frade na Bacia de Campos, a cerca de
183 km da costa do Rio de Janeiro,
pode ser caracterizado como crime.
“Não há qualquer dúvida de que o
crime ocorreu. O derramamento é
oriundo da atividade de perfuração.
O que me interessa agora é delimitar
responsabilidades. É saber quem era
o responsável. Alguns dos envolvidos
estão embarcados, por isso
precisamos esperar que eles sejam
rendidos para que possam sair de lá.”
Segundo Scliar, se a Chevron,
empresa responsável pela perfuração
que teria causado o vazamento, for
de fato responsabilizada, ficará
impossibilitada de celebrar contratos
com órgãos públicos por até cinco
anos. O delegado informou que o
vazamento ainda não foi contido. Pelo
menos seis diretores da empresa
serão intimados a depor na semana
que vem.
“Foi perfurado um poço naquela
área, que está a mais de 1.200 metros
de profundidade, por questões
geológicas do solo, entre outras, e
isso criou a 150 metros dali uma
trinca no solo que representa uma
fenda de mais de 300 metros de
extensão, de onde continua vazando
petróleo”, disse Sclair.
Nesta quinta-feira (17), por meio de
nota, a Agência Nacional de Petróleo
(ANP) informou que “o primeiro
estágio de cimentação, para
abandono definitivo do poço, foi
concluído com sucesso” e que
“imagens submarinas 'aparentemente'
indicavam a existência de fluxo
residual de vazamento” .
Já a Chevron disse, também por meio
de nota, que jamais ocorrera
qualquer fluxo pela cabeça do poço e
que o monitoramento recente
indicava que o óleo das linhas de
exsudação (transpiração ) próximas
do fundo do oceano reduziram-se a
um gotejamento ocasional.
Manifestantes do Greenpeace fizeram
uma manifestação na manhã desta
sexta-feira em frente ao escritório da
empresa no Rio e cobraram mais
transparência dos órgãos do governo
e da Chevron sobre o acidente
ocorrido, classificando as informações
sobre o ocorrido de “contraditórias” .
A reportagem do UOL Notícias
tentou, sem sucesso, entrar em
contato com o escritório da Chevron
no Rio.w


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