A arrecadação de tributos federais
atingiu R$ 88,7 bilhões em outubro,
um crescimento de 9% em relação ao
mesmo período do ano passado e
recorde para o mês, de acordo com a
Receita Federal. Em relação a
setembro, a alta foi de 17,6%, já
descontada a inflação do período.
De janeiro a outubro, o crescimento é
de 12,2% (comparando com o mesmo
período do ano anterior), quase a
mesma elevação do período anterior,
que foi de 12,6% de janeiro a
setembro na comparação com o
mesmo período do ano passado. O
total arrecadado soma R$ 794, 3
bilhões.
Relatório mostra crescimento menor
para PIB deste ano
Receita maior permite ao governo
ampliar gastos em R$ 12 bilhões
A receita atribuiu o bom desempenho
ao aumento das vendas de bens e
serviços, da massa salarial e da
elevação do valor em dólar das
importações, além do fim das
desonerações relativas ao IPI
(Imposto sobre Produtos
Industrializados) dos automóveis e de
um recolhimento de R$ 5,8 bilhões da
CSLL (Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido) por conta do fim de
uma disputa judicial.
GASTOS
Diante disso e da redução da
estimativa de repasses obrigatórios a
Estados e municípios, o limite de
gastos discricionários (ou seja, de
quais o governo tem controle) dos
três Poderes da União será ampliado
em R$ 12,153 bilhões
A receita maior vai permitir ao
governo ampliar gastos em R$ 12
bilhões.
O limite do Executivo, que é o maior,
subirá R$ 11,963 bilhões. A ampliação
foi anunciada hoje pelos ministérios
do Planejamento e da Fazenda, no
quinto relatório bimestral de receitas
e despesas do orçamento deste ano.
A receita de 2011 será maior do que a
imaginada há dois meses apesar da
queda da projeção de crescimento da
economia, anunciada no relatório da
quinta avaliação de receitas e
despesas do governo. O documento
mostrou redução na previsão para o
crescimento da economia neste ano,
de 4,5 % para 3,8%.
O documento é assinado pelo
Ministério do Planejamento e Tesouro
Nacional.
A estimativa de inflação subiu de 5,8 %
para 6,4 %.


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