Amanda Simeão compete com roupas
compridas e máscara. Mal dá para ver
seu rosto quando está em ação.
Mesmo assim, a jovem de 17 anos faz
questão de caprichar na produção.
Base, blush, delineador e três
camadas de rímel fazem parte dos
cuidados básicos da esgrimista para
sair na rua. E todo o ritual se repete
antes dos torneios. A vaidade, a
fluência em três línguas e outros
detalhes de vida da viajada atleta a
fazem carregar o rótulo de patricinha.
Mas ela garante não ligar: “isso logo
se descontrói”.
A curitibana repete todos os dias de
manhã uma espécie de ritual. “Faço
chapinha sempre. Passo base, pó, um
pouco de blush rosinha, delineador,
três camadas de rímel e o blush
marrom. Depois vem a toalha
molhada para tirar o excesso e não
ficar uma maquiagem muito forte.
Depois, passo rímel nos cílios
debaixo”, explicou Amanda. O
processo não costuma demorar mais
do que 15 minutos, tamanha é a
prática. “Faço até no escuro, se
precisar”.
Todo o ritual de beleza é feito antes
de competir e tem direito a retoques
durante as provas. “Não saio de casa
sem me sentir bonita”. Enquanto está
com a espada em mãos, Amanda
Simeão também usa um artigo que
deixa seu rosto praticamente
escondido. “Mas quando acaba, a
gente logo tira a máscara”, justificou.
A vaidade não costuma agradar ao
técnico francês Daniel Levavasseur,
referência na esgrima com quem a
brasileira treina há mais de um ano e
meio. “Ele não gosta. Também não
gosta que eu saia e que use salto.
Mas eu adoro fazer essas coisas”,
confidenciou.
UOL


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