A France Presse fala em 26 mortos, citando como fonte Tarek Nooman, chefe de um hospital de campanha instalado no local dos protestos.
Milhares de manifestantes estavam reunidos na "Praça da Mudança", no centro da cidade, onde alguns deles acampam desde fevereiro para pedir a renúncia de Saleh. No poder desde 1978, o presidente enfrenta um movimento de protesto que já deixou centenas de mortos desde o início do ano.
“Este é o 26º massacre do regime de Ali Abdullah Saleh desde o início da revolução, as forças de segurança se objetaram à nossa marcha pacífica e teríamos anunciado que seria uma marcha pacífica, não carregávamos armas. Eles abriram fogo contra nós com metralhadoras pesadas, e usaram gás proibido internacionalmente”, contou Salim Allaw, um dos manifestantes.
O Ministério da Defesa divulgou em seu site que os manifestantes puseram fogo em um carro de polícia. A imprensa oficial do governo disse que os disparos contra a multidão foram feitos por atiradores dos partidos de oposição.
Em recuperação na Arábia Saudita, onde se recupera de ferimentos sofridos durante um ataque a seu palácio no dia 4 de junho, Saleh ordenou nesta semana ao seu vice-presidente que negocie com a oposição uma transferência do poder.
Manifestantes carregam um ferido nas ruas da capital Sanaa (Foto: Reuters / Khaled Abdullah)


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