A terceira onda de de calor do verão, segundo o aviso especial emitido pelo Ciram, deve se estender até a próxima semana, trazendo temperaturas próximas aos 40ºC no litoral. O forte calor acabou dando uma trégua aos catarinenses no final de semana, após dias onde a sensação térmica chegou aos 46°C em Florianópolis e 55°C em Joinville, no extremo norte.
O alerta dos meteorologistas é que, desta vez, a onda de calor deve durar por mais tempo. "A nova massa de quente e desta vez mais duradoura vai influenciar Santa Catarina no fim de janeiro e primeira semana de fevereiro. Os dias serão de sol entre algumas nuvens com chance de chuva rápida de verão entre a tarde e noite, por vezes acompanhadas de temporais localizados", afirma a meteorologista do Ciram Gilsânia Cruz. "As temperaturas passam rapidamente dos 30°C já no final da manhã e se aproximam dos 40°C à tarde, especialmente no Litoral e Vale do Itajaí, regiões que a sensação de calor pode alcançar e superar os 50ºC."
Nas praias, o movimento foi intenso mas o vento e o mar mais revolto afastaram os banhistas. Um dos locais mais procurados foi o ponto do Riozinho, no Campeche. Apesar dos avisos de níveis máximos de radiação solar e do calor de 35ºC registrado em Florianópolis no início da tarde, muita gente aproveitou para curtir a praia.
Temperatura da água
A água do mar neste primeiro mês de 2014 vem registrando temperatura cerca de 2ºC acima da média obtida em anos anteriores. A informação é do CIRAM. Os meteorologistas usaram como comparação os verões de 2012 e 2013. O estudo mostrou que a superfície do mar em praticamente toda a costa do estado está aproximadamente 2°C mais quente.
Segundo a meteorologista Gilsânia Cruz e o oceanólogo Argeu Vanz, a água quente que atinge a costa catarinense se deve à chamada "Corrente do Brasil", que nesta época ano, ganha força e provoca o aumento da temperatura do mar na região sul do Brasil. Os ventos fracos e o mar calmo verificados nas últimas semanas também estariam contribuindo para o aquecimento.
"A água mais calma com pouca mistura e o forte calor, resultou no aumento da temperatura da água do mar, principalmente próximo à costa”, afirmam. “Quando temos vento do quadrante norte soprando por vários dias, a água da superfície do mar quente é deslocada para o oceano aberto e ressurge água mais fria do fundo. Isso acaba deixando a água da costa mais fria, independentemente da temperatura de ar".
Apesar do aquecimento do oceano, o meteorologista Marcelo Martins alerta que não existe a possibilidade de formação de sistemas instáveis, como ciclones ou mesmo um novo Catarina. "A massa de ar está tão seca que impede a formação de sistemas. O máximo que pode ocorrer são as tradicionais pancadas isoladas, típicas do verão, com ventos, descargas elétricas e granizo".
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