Mortos por tufão devem passar de mil nas Filipinas, diz Cruz Vermelha

O tufão Hayan, que varreu cidades e espalhou destruição, pode recuperar velocidade ao tocar a costa do Vietnã, no domingo (10).

Nas Filipinas, o tufão Hayan varreu cidades e espalhou destruição. A Cruz Vermelha acredita que haja mais de mil mortos. A reportagem é do nosso correspondente na Ásia Márcio Gomes.
A cidade de Tacloban, na região leste das Filipinas - a primeira a ser atingida - conta os mortos. Para quem sobreviveu, estão faltando remédios, comida e água. E os saques já começaram.
Novas imagens do momento em que os ventos de quase 300km/h atingiram o país foram divulgadas neste sábado (9)
As águas subiram rapidamente, cerca de 5 metros em algumas localidades. Quando baixaram, só se viu desolação.
Na região central, poucas construções ficaram intactas. Um grande armazém se transformou em destroços, junto com os caminhões. A moradora tenta arrumar o que restou do tufão, mas olhando direito, percebe-se que o trabalho vai ser difícil. 
Num país como as Filipinas, formado por mais de 1,7 mil ilhas e – neste momento - com grandes áreas isoladas, sem telefone ou rádio, o socorro pode demorar. O que pode ser grave, tal foi a dimensão do Hayan.  
Para efeito de comparação, se um supertufão de 1,8 mil quilômetros de extensão, como o Hayan, atingisse o Brasil, cobriria uma grande área entre o Rio de Janeiro e Brasília.
Os meteorologistas também estão intrigados com a resistência dele: por que não perde a força? Depois de passar pelas Filipinas, baixou da categoria 5, máxima para um tufão, apenas para 4.
E domingo, quando tocar a costa do Vietnã, os ventos de Hayan podem recuperar velocidade. Moradores já estão sendo levados para abrigos e quem fica se protege como pode.

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