Título "encerra discussão" e consolida Federer como o maior de todos

Federer chegou ao sétimo título na grama de Wimbledon e voltou ao topo do ranking depois de dois anos. Foto: Reuters
Federer chegou ao sétimo título na grama de Wimbledon e voltou ao topo do ranking depois de dois anosFoto: Reuters

(do Terra) O melhor de tenista de todos os tempos. A honraria é para poucos, mas existem pelo menos quatro atletas na história da modalidade que podem reclamar o posto de melhor da história: os americanos Bill Tilden e Pete Sampras, o australiano Rod Laver e o suíço Roger Federer. Federer, maior tenista da geração, com a conquista de Wimbledon neste domingo, fica perto de encerrar as discussões sobre quem foi o maior de todos. Com o título na grama do All England Club, o 17° em Grand Slams, Federer chega a dois importantes recordes que lhe faltavam. Agora com sete conquistas, o suíço é o maior campeão de Wimbledon, o mais importante e tradicional torneio de tênis do mundo, ao lado do britânico William Renshaw - pioneiro do tênis no fim do século 19 - e o americano Pete Sampras, ícone da modalidade nos anos 90. Além disso, o tenista suíço retorna ao topo do ranking mundial, completando a partir de segunda 286 semanas como número 1, igualando outro recorde de Sampras, que foi número 1 (não seguidamente) entre os anos de 1993 a 2000. Além disso, Federer conta também com o recorde em número de Grand Slams vencidos: 17 contra 14 de Sampras. Laver tem 11 e Tilden 10 conquistas nestes torneios. Outros campeões O mais velho dos rivais de Federer, Bill Tilden, brilhou nos anos 20 e 30 e é considerado o primeiro astro da modalidade. De 1920 a 1926, o americano reinou absoluto, em especial nos EUA. Em todos esses anos venceu o US Championships (hoje Aberto dos EUA). Tilden, que jogava em uma época em que profissionais não eram aceitos nos Grand Slams, foi considerado número 1 do mundo de 1920 a 1930, ano em que partiu para o tênis profissional (até 1968, os principais torneios eram exclusivos aos amadores). Em toda a carreira, conseguiu 907 vitórias, contra 62 revezes, apresentando aproveitamento de 93,6%. O tenista, nascido em 1893, foi eleito em 1951, dois anos antes de morrer, aos 60 anos, como o maior nome do tênis até aquele momento, recebendo 310 de 393 votos possíveis em eleição feita pela Associated Press. "Bill foi único gênio que este esporte já produziu", disse o tenista americano Don Budge, na época. Rod Laver Não bastasse a constatação das estatísticas, a grandeza de Federer tem o reconhecimento dos rivais. Nesta semana, Rod Laver, em entrevista à rede BBC, definiu o suíço como o melhor de todos os tempos, argumentando que ele tem todos os golpes e uma capacidade de antever jogadas maior que a de qualquer outro. O mesmo Laver que coloca Federer como o maior de todos os tempos é para muitos o melhor tenista que existiu. O australiano, nascido em 38, brilhou principalmente nos anos 60, mas teve o legado prejudicado pelas desavenças entre amadores e profissionais no tênis daqueles anos. Laver, que terminaria a carreira com 11 títulos de Grand Slam, é o único a ter duas temporadas perfeitas nos quatro torneios mais importantes. Em 1962, quando ainda era amador, o australiano completou o Grand Slam ao vencer no mesmo ano os campeonatos da Austrália, França, Grã-Bretanha e Estados Unidos, para no ano seguinte se profissionalizar. Em 1969, sete anos depois de deixar o circuito amador, Laver pode disputar novamente (a ITF liberou a participação de profissionais em Grand Slams em 1968) os quatro maiores torneios, e novamente conseguiu o feito de conquistá-los. Seriam 17 títulos para ele naquela temporada mágica. O antigo rei Sampras, que teve dois recordes mais importantes igualados por Federer na atual edição de Wimbledon, também nesta semana disse estar acostumado a ver o suíço quebrar marcas, em entrevista a agência de notícias Associated Press. Antes de Federer, Sampras era o rei de Wimbledon. O americano, que até este domingo era o tenista com maior número de semanas como número 1, teve sua gloriosa carreira a baseada em Wimbledon, onde venceu sete vezes em oito edições de 1993 a 2000 (perdendo em 1996 apenas). Quase uma década de glória que se encerrou em 2001, quando Sampras encontrou pela frente um jovem Roger Federer, 21 anos, que desbancou o americano em cinco sets, em uma das mais memoráveis partidas do torneio em todos os tempos. Partida que marca a passagem da "coroa" de Wimbledon e que dá pontapé inicial à carreira gloriosa de Federer. "Ainda bem que é alguém como ele, de quem eu gosto do jogo. É um jogador com muita classe e somos amigos. Talvez por ser alguém que considere um amigo fique mais fácil", comentou.
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