Eike Batista responde a acusações da Cúpula dos Povos

(do Terra) Um dos principais alvos dos
protestos realizados pela Cúpula
dos Povos, que faz uma cruzada
contra a chamada "economia
verde", o empresário Eike Batista
usou o auditório da exposição
Humanidade 2012, no Forte de
Copacabana, para expor as
iniciativas socioambientais de seu
polo de empresas - uma espécie de
defesa contra as críticas.

Acusado de causar impacto
ambiental com suas megaobras,
Eike reiterou que sua empresa
desenvolve 170 projetos
socioambientais - diz que investe R$
150 milhões apenas no norte
fluminense. No Rio, o empresário
doa R$ 20 milhões anuais para o
sistema de unidades de polícia
pacificadora (UPP) implantado em
várias favelas antes dominadas pelo
tráfico de drogas.
"A gente faz estes investimentos
porque acredita. Tenho certeza que
todo mundo aqui teve o seu imóvel
valorizado, dobrado de preço, por
causa destas iniciativas no Rio de
Janeiro", afirmou Eike.
Os grupos ambientais afirmam que
o superporto do Açu, que Eike
Batista vende como uma solução
para a população de São João da
Barra, causará um problema ainda
maior de favelização da região. O
empresário garante que já tem tudo
planejado para evitar esta situação.
"Temos o projeto de um bairro com
270 mil moradias planejado pelo
Jaime Lerner. Vai ficar a 10
quilômetros do Porto do Açu. Será a
Veneza dos trópicos", respondeu
Eike. "Já esperamos que aquela
região vá receber 500 mil pessoas
até 2025 e estamos preparados".
Entre os projetos mencionados pelo
empresário, está um assentamento
sustentável, que irá produzir o
suficiente para abastecer a região
com produtos hortifrutigranjeiros.

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