(do Terra) Centenas de manifestantes
húngaros exigiram, neste sábado, a
renúncia do presidente Pal Schmitt.
Os ânimos populares foram
acirrados após uma entrevista na
noite de sexta-feira à TV estatal M1
em que o líder resistiu aos apelos
para que ele deixe o governo - no
dia anterior, Schmitt foi destituído
do seu doutorado, depois de uma
briga sobre plágio que durou
meses.
No protesto, em frente ao palácio
presidencial, os manifestantes
gritavam: "Paul Schmitt, arrume suas
coisas!". O escândalo pode vir a se
tornar um obstáculo para o
governo, no momento em que ele
está tentando obter apoio financeiro
de credores internacionais.
Os partidos de oposição
parlamentar - os Socialistas, o
partido verde liberal LMP e de
extrema direita Jobbik - mostraram
uma rara união ao pedir que o
presidente, de 69 anos, ex-
medalhista de ouro olímpico, deixe
o poder.
Pela lei húngara, Schmitt, o
presidente menos popular desde o
colapso do comunismo, só pode ser
destituído por uma maioria de dois
terços no parlamento. Na prática,
isso significa que a oposição sozinha
não é capaz de derrubar o
presidente, mas pode tornar a
situação cada vez pior para o
governo, caso decida iniciar um
processo de impeachment no
parlamento, disse o analista político
Zoltan Kiszelly.
"Unidos, os partidos de oposição
podem fazer isso", analisou ele.
"Isso forçaria o governo a defender
o presidente no parlamento e isso
poderia acabar trazendo o
escândalo para o governo como um
todo." O primeiro-ministro Viktor
Orban disse que a decisão está nas
mãos do presidente, cujo papel é
amplamente cerimonial. Schmitt foi
líder do partido Orban, o Fidesz,
antes de ser eleito presidente do
parlamento e depois presidente,
com o apoio do partido no poder,
em 2010.


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