(do IG) A reunião entre representantes dos
policiais militares grevistas e o
governo da Bahia terminou no final
da tarde desta terça-feira (7) sem
acordo.
O encontro ocorreu na Residência
Episcopal do arcebispo de Salvador e
primaz do Brasil Dom Murilo Krieger.
A proposta do governo Jaques
Wagner (PT) não foi aceita pelas
quatro associacões de militares que
participaram durante sete horas de
reunião com o secretário da Casa Civil,
Rui Costa, Manoel Vitorio, secretário
da Administração, Saul Quadros,
presidente da OAB e o arcebispo.
A proposta do governo é o
pagamento da Gratificação por
Atividade de Polícia (Gap) 4, que
representa aumento de R$ 600 ao
salário, escalonado entre os meses de
novembro e dezembro deste ano _
até abril de 2013. E a outra
gratificação, entre 5 entre abril de
2013 e abril de 2015.
Segundo o governador Jaques
Wagner, ele não tem condições de
pagar a gratifição de uma vez.
"'Esse é o limite do limite. Não posso
pagar além disso porque já estou no
limite prudencial da lei de
responsabilidade fiscal." , assinalou.
O governo também não aceitou o
pedido dos grevistas para revogar os
12 mandados de prisão contra líderes
do movimento. Nesta terça-feira , um
sargento foi preso em sua casa na
região metropolitana de Salvador .
Os grevistas não aceitaram as
propostas do governo de escalonar o
pagamento. Eles querem o pagamento
imediato. Com a continuidade da
greve, as tropas federais continuam
na Bahia.
Apesar de o Exército estar nas ruas
de Salvador, o clima ainda é de
insegurança com a greve dos policiais
militares. Lojas, restaurantes
continuam sendo fechadas antes do
horário.
Os boatos sobre arrastões e saques
têm deixado a população com medo.
Por volta das16h 30, estava
acontecendo arrastão no bairro de
Pernambués. Como prevenir ainda é a
melhor solução, o dono do
mercadinho "Pão e frios", que fica na
rua principal do bairro, Romildo
Santos, resolveu fechas as portas do
estabelecimento comercial.
O salão de beleza Valmar, no bairro
de Amaralina, na orla da capital
baiana, tem fechado as portas. O
prejuízos, segundo a proprietária, Val
Lopes, ainda não foi contabilizado. O
Sindicato dos Lojistas do Estado da
Bahia (Sindilojas) estima que os
prejuízos já ultrapassam os R$ 200
milhões nos oito dias de greve.


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