PR: grevistas descumprem ordem judicial e ônibus não circulam

(do Terra) O segundo dia da greve dos
motoristas e cobradores do
transporte público de Curitiba e
região metropolitana começou sem
nenhum ônibus circulando na
capital novamente, apesar da
determinação do Tribunal Regional
do Trabalho (TRT) da 9ª Região de
que 50% da frota operasse durante
todo o dia e 70% nos horários de
pico. Os dirigentes do Sindicato dos
Motoristas e Cobradores de Curitiba
e Região Metropolitana (Sindimoc)
foram às garagens das empresas
que operam o sistema e impediram
tanto a entrada de motoristas
quanto a saída de qualquer veículo
durante toda a madrugada desta
quarta-feira. Até as 9h, nenhum
coletivo circulou.
O descumprimento das decisões
judiciais que determinam o retorno
de parte da frota resulta em
penalidades ao Sindimoc. Além da
decisão do TRT, há uma liminar da
Justiça Estadual, obtida pela
Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) -
empresa que gerencia o trânsito da
capital -, que obriga o
funcionamento de 60% da frota e
80% nos horários de pico. A multa
para o descumprimento é de R$ 100
mil por dia, mesmo valor fixado pela
Justiça do Trabalho.
O Sindimoc informou que está
estudando uma forma de cumprir a
determinação do TRT, "mas a
dificuldade é que os motoristas não
querem voltar ao trabalho", disse o
presidente da entidade, Anderson
Teixeira. Já a decisão da Justiça
Estadual é desconsiderada pelo
sindicato, pois, para Teixeira, a 11ª
Vara Cível de Curitiba, que concedeu
a liminar, não tem competência para
determinar o retorno de
trabalhadores em greve.
Além do aumento salarial, os
trabalhadores apresentaram uma
pauta com mais de 50
reivindicações, como o reajuste de
18% no vale-alimentação e a
mudança da escala de sete dias de
trabalho com um de folga para seis
de trabalho e um de descanso. "A
categoria é a única que tem uma
semana de oito dias", afirmou
Teixeira.
Em nota divulgada ontem, o
sindicato patronal informou não
haver possibilidade de apresentar
uma proposta com reajuste maior. A
Urbanização de Curitiba S/A,
também em nota, afirmou que não
estava participando da negociação
entre empresas e sindicato.

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