(do UOL) O primeiro-ministro grego, Giorgos
Papandreou, e o líder do partido
oposicionista Nova Democracia (ND) ,
Antonis Samaras, chegaram neste
domingo (6) a um acordo para a
formação de um governo de coalizão,
acertado após reunião com o
presidente do país, Karolos Papoulias,
segundo comunicado divulgado pela
Presidência. O acordo inclui a saída
do atual primeiro-ministro do poder.
O novo governo ficará encarregado
da "aplicação do plano europeu" de
ajuda à Grécia até "as próximas
eleições", destaca o comunicado. O
líder da oposição conservadora e
Papandreou se reunirão novamente
nesta segunda- feira para designar um
novo primeiro-ministro e o futuro
gabinete.
O novo governo deve conseguir um
acordo sobre o segundo plano de
resgate estipulado na cúpula
europeia, formalizado com a União
Europeia e o FMI no dia 26 de
outubro, que inclui o perdão de 50%
da dívida grega com os investidores
privados.
A reunião que selou o acordo
ocorreu após um final de semana de
sobressaltos para Papandreou. O
premiê declarou antes do encontro
que está preparado para abandonar
o cargo se a oposição chegasse a um
acordo sobre o nome de um novo
primeiro-ministro e a formação de um
governo de coalizão.
A renúncia de Papandreou era uma
exigência de Samaras para participar
das negociações para a formação de
um governo de coalizão, que será
criado com o objetivo de superar a
crise econômica que atinge o país.
O primeiro-ministro deixou o cargo
fragilizado, mesmo tendo ganho a
moção de confiança do Parlamento
na última sexta- feira, com 153 votos a
favor e 145 contra. Para seu lugar são
cotados os nomes de Petros
Moliviatis e Loukas Papaimos.
O novo governo trabalhará durante
quatro meses. Entre as suas tarefas,
além de tomar decisões para conter a
crise econômica que abala o país,
está a convocação de novas eleições.
No sábado, Papandreou tentou iniciar
a formação de um governo de
coalizão na Grécia, mas foi barrado
pela oposição, que queria, além da
renúncia do premiê, novas eleições.
Segundo a agência de notícias
Reuters, duas pesquisas de opinião
pública divulgadas no sábado
sugerem que os gregos preferem um
governo de união nacional à
convocação de eleições antecipadas.


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