Damião quebra seca de gols, Inter faz 2 a 1 no Botafogo e volta ao G-5
(do UOL) Cinco meses depois o Inter está de volta à zona de classificação para Libertadores. E a entrada veio com uma vitória de 2 a 1 diante do Botafogo, adversário direto, no Engenhão. Leandro Damião abriu o placar, quebrando um jejum de 65 dias, e Oscar ainda anotou para os gaúchos. No time carioca, Felipe Menezes descontou. O resultado deixa o time de Dorival Júnior com 57 pontos, na quarta colocação. A equipe do interino Flávio Tenius cai para o oitavo lugar.
A vitória fora de casa facilita a vida do Inter na reta final. Ainda com jogos diante de Flamengo e Grêmio, o colorado não necessita mais de 100% de aproveitamento. Para os cariocas, o cenário é bem mais complicado. A demissão de Caio Júnior não impediu a quarta derrota consecutiva do alvinegro.
Com uma escalação mais aberta, o Inter começou em cima do Botafogo. O time carioca sentiu a postura adversária. O problema vermelho era transformar a marcação firme, e alta, que dava mais posse de bola, em chances de gol. A mutação não vinha, e deu brecha para os donos da casa jogarem.
Thiago Galhardo dominou uma bola que veio forte, encaixou – desequilibrado, um chapéu em Bolívar e quase acertou uma bicicleta contra o goleiro Muriel. O lance pode sintetizar o que foi boa parte da primeira etapa no Engenhão.
Uma mistura de vontade com atabalhoamento. Faltava, de parte a parte, algo mais para balançar a rede. Como aos 22 minutos, quando Renato cobrou falta da direita e Fábio Ferreira ficou livre para cabecear. O zagueiro desviou, mas não conseguiu acertar o alvo.
No meio das tentativas em vão, confusão. Aos 34 minutos, Alessandro ignorou o Fair Play – em virtude da queda de Nei no meio-campo, e mandou um cruzamento para área colorada. D’Alessandro saiu em desabalada carreira para intimar o lateral-direito. A dupla ficou separada por milímetros, trocando ofensas. Dois minutos mais tarde, ambos foram advertidos com cartão amarelo.
Aquela pressão inicial do Inter voltou pouco antes do intervalo. Acrescida da competência para finalizar. Algo que originou quatro chances vivas de gol em cinco minutos. Três delas com Leandro Damião. Aos 41, quando não fez apenas pela boa recuperação de Fábio Ferreira, aos 44, quando arriscou um voleio, e aos 48.
No meio disso, D’Alessandro ainda achou espaço entre dois marcadores para acertar o travessão. No prosseguimento da jogada, o Botafogo não resistiu: Oscar tabelou com Kleber, foi na linha de fundo e mandou para o meio. Jefferson não segurou e Damião empurrou para o gol.
Após o intervalo, Flávio Tenius botou o Botafogo para o ataque. Sacou Cortês, de fraca atuação, e botou Everton. Antes da pressão local, Gilberto acertou o travessão com um chute forte. Depois só deu investida dos cariocas, como aos seis, quando Loco Abreu quase acertou o canto esquerdo de Muriel, de cabeça.
Aos 19, o empate parecia fadado a acontecer. Mas não saiu. Abreu deixou Elkeson na cara do gol, dentro da área, e ele chutou bem. Muriel salvou com o pé, quase se passando do lance, a zaga completou.
Antes da metade da etapa final, entraram no time carioca Caio e Felipe Menezes. Sacando a dupla Herrera e Thiago Galhardo. O cerco ficou mais fechado, e Dorival respondeu colocando Andrezinho na vaga de Gilberto. Uma tentativa de retomar o meio-campo.
E a aposta deu certo. Foi Andrezinho o autor de um passe perfeito, que Oscar completou com um chute colocado. A tranquilidade total dos colorados não durou muito. Três minutos depois do gol de Oscar, Felipe Menezes aproveitou bom passe de Elkeson e mandou rasteiro, no canto esquerdo.
Os últimos dez minutos foram de tensão para os colorados. A necessidade fez o Botafogo ficar desesperado, mas isso não abalou o rendimento da defesa vermelha.


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