Cruzeiro empata com Atlético-PR, fica fora da zona de degola, mas segue ameaçado



(do UOL) Em uma partida nervosa, por causa do desespero dos dois lados, Cruzeiro e Atlético-PR empataram, por 1 a 1, neste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O resultado foi suficiente para manter o time celeste fora da zona de rebaixamento, mas não alivia o drama da equipe de Montillo, que terá confronto direto, no próximo domingo, contra o Ceará, em Fortaleza.

Os dois times entraram em campo mais pressionados do que nunca, por causa da vitória do Ceará sobre o Grêmio, no estádio Olímpico, por 3 a 1, sábado, que levou o time cearense aos 38 pontos. Por isso, qualquer resultado que não fosse o triunfo não pode ser considerado bom resultado pelas duas equipes.

O Atlético-PR, com o empate em Sete Lagoas, chegou a 38 pontos, mesmo número do Ceará, mas fica atrás do time nordestino, por ter déficit maior de gols. Com um ponto a mais, o Cruzeiro é o 16º colocado, ocupando a primeira posição fora da zona de rebaixamento.

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E se o torcedor cruzeirense, que compareceu em grande público na Arena do Jacaré – 18.139 pagantes –, já estava tenso, teve motivos ainda maiores para ficar nervoso, quando viu o Atlético-PR sair à frente no marcador, com um gol marcado por Marcinho. O gol de empate do Cruzeiro aconteceu ainda na etapa final, assinalado pelo volante Charles.

Antes do início do jogo, o técnico Vágner Mancini, do Cruzeiro, disse acreditar que o Atlético-PR jogaria fechado, esperando o seu time. E foi exatamente dessa forma que a equipe visitante atuou na primeira etapa. Mesmo precisando desesperadamente da vitória, assim como o seu adversário, o time do veterano Antônio Lopes não demonstrou pressa. Defendia-se e tocava a bola, quando tinha a posse, aguardando o momento de contra-atacar.

Isso acontecia, na maioria das vezes, pelo lado direito do seu ataque, explorando as costas do lateral-esquerdo Diego Renan. Foi assim que o Atlético-PR criou o primeiro lance de perigo da partida, quando Renan avançou pela direita e cruzou para Paulo Baier, de cabeça, mandar para fora. O Cruzeiro, que procurava a iniciativa do jogo, voltava a mostrar fragilidade ofensiva.

Após uma parada para os jogadores tomarem água, concedida pelo árbitro Leandro Vuaden, aos 23 min, o torcedor cruzeirense ficou ainda mais apreensiva. Aos 25 min, Wendel chegou bem pela direita e cruzou na medida para Marcinho, que até então nada tinha feito em campo, mandar de primeira e colocar a bola nas redes celestes. O gol, que calou a Arena do Jacaré, por longos minutos, enervou ainda mais os atletas do time da casa, que erravam jogadas seguidas.

Quando o jogo parecia controlado pelo Atlético-PR, o Cruzeiro conseguiu empatar, aos 43 min. Wellington Paulista cruzou, Wendel tocou de cabeça e a bola sobrou, livre, para Charles, também de cabeça, empatar a partida. O gol celeste entusiasmou novamente os torcedores, nas arquibancadas, e os jogadores em campo. Aos 45 min, Anselmo Ramon desperdiçou a chance do desempate.

Diego Renan lamentou sua falha. “Acabei errando a bola e saiu o gol deles, mas é preciso ter tranquilidade, o torcedor está nos apoiando”, afirmou o lateral na saída para o intervalo. Para o volante Charles, o jogo é de superação. “Saímos atrás do marcador, mostramos força para empatar, agora é virar”, destacou. Pelo lado do Atlético-PR, o meia Marcinho lamentou ceder o empate. “Não tinha necessidade de tomar um contra-ataque faltando um minuto para acabar o primeiro tempo”, disse.

Os dois times voltaram com a mesmas formações para o segundo tempo. E o Cruzeiro tentou ser mais agressivo, procurando chegar ao gol da virada logo no começo. O Atlético-PR, por sua vez, não mudou a forma de atuar, priorizando a defesa e tentando contra-ataques, especialmente com o ex-cruzeirense Guerrón. Apesar de atuar improvisado na zaga, o volante Leandro Guerreiro teve uma atuação segura.

O jogo continuou aberto até o final, com alternância de superioridade. Em alguns momentos, o Cruzeiro assumia o controle da partida, mas em outros levava sufoco do time paranaense. Os goleiros Renan Rocha e Fábio foram bastante exigidos no final da partida e ajudaram a evitar a derrota de suas equipes. O Atlético-PR ainda teve um gol anulado, marcado por Paulo Baier, em que a arbitragem considerou que o veterano jogador estava impedido. Os atleticanos reclamaram muito dessa decisão.
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