O deputado federal Aldo Rebelo
(PCdoB- SP) foi anunciado nesta
quinta-feira (27) como o novo
ministro do Esporte. Rebelo foi
indicado pelo partido para ocupar a
vaga de Orlando Silva, que deixou o
cargo na quarta-feira (26) após
acusações de desvio de dinheiro
público. Com a escolha, a pasta
continua sob domínio da legenda,
que comanda o ministério desde o
governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
"Fui convidado pela presidenta para
assumir o ministério", afirmou Rebelo
em entrevista coletiva após reunião
com a presidente Dilma Rousseff
nesta manhã. Questionado sobre
quais serão suas primeiras medidas,
Rebelo disse que "a presidente não
entrou nos detalhes da pasta e não
teria como fazer isso". "Preciso entrar
em contato com a equipe do
ministério para começar a transição,
só a partir daí posso falar",
completou.
Sobre a possibilidade da pasta perder
as atribuições de lidar com a Fifa e a
CBF (Confederação Brasileira de
Futebol), Rebelo se limitou a dizer que
suas tarefas serão cuidar da Copa do
Mundo, das Olimpíadas e de todas as
tarefas relacionadas ao ministério.
Mais cedo, no microblog Twitter, o ex-
ministro desejou sorte a Rebelo:
"Bom dia, Aldo Rebelo! Deus ilumine
teus caminhos. Bom trabalho!" . Os
nomes de Flávio Dino (PCdoB-MA ) e
da deputada Luciana Santos (PCdoB-
PE) também eram cogitados.
Rebelo está no sexto mandato na
Câmara dos Deputados, sempre pelo
PCdoB –já foi presidente da Casa e
líder do governo de Luiz Inácio Lula
da Silva. Rebelo também foi ministro
da Coordenação Política durante a
gestão de Lula. Na adolescência,
atuou no movimento estudantil e foi
presidente da UNE (União Nacional
dos Estudantes) .
Rebelo foi o relator da polêmica
reestruturação do Código Florestal
brasileiro, que ainda está em
tramitação no Congresso. Neste ano,
disputou uma vaga no TCU (Tribunal
de Contas da União), mas perdeu
para a deputada Ana Arraes (PSB-PE),
mãe do governador de Pernambuco,
Eduardo Campos.
Saída de Orlando Silva
Silva é o sexto ministro a cair em dez
meses do governo Dilma, depois de
Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo
Nascimento (Transportes), Nelson
Jobim (Defesa ), Wagner Rossi
(Agricultura) e Pedro Novais
(Turismo). Com exceção de Jobim, que
criticou publicamente o governo
diversas vezes, todos os titulares
deixam o cargo após acusações de
corrupção.
Sob o domínio do PCdoB desde a
chegada de Luiz Inácio Lula da Silva
ao poder, o Ministério do Esporte
permitiu a ascensão política de
Orlando Silva –ocupante de diversas
secretarias até assumir o cargo de
titular da pasta, em 2006. Com o
governo Dilma Rousseff, no entanto,
o comunista e ex-líder estudantil só
perdeu espaço até ser substituído em
meio a acusações de desvio de
recursos públicos para caixa dois
eleitoral.
A situação do então ministro piorou
depois que, na terça-feira (25), a
ministra do STF (Supremo Tribunal
Federal) Cármen Lúcia aceitou pedido
do Ministério Público para a abertura
de inquérito para investigar as
supostas irregularidades.
"Me sinto vivendo um linchamento
público sem provas. Há 12 dias sofro
um ataque baixo, de agressão vil,
baseado em mentiras. Nenhuma
prova surgiu, nem surgirá" , afirmou
Silva ao anunciar sua saída ontem.
"Tenho compromisso com a
presidenta Dilma. Nosso partido não
pode ser base de instrumento de
nenhum tipo de ataque ao governo.
Por isso, conversamos e o resultado
da conversa é que a melhor solução
seria eu me afastar do governo. Eu
decidi sair do governo para que
possa defender minha honra",
completou.


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