Presidiárias de SP desfilam com roupas feitas dentro da cadeia

(do G1) Presidiárias do Centro de Progressão
Penitenciária Feminino Dra . Marina
Marigo Cardoso de Oliveira, do
Butantã, Zona Oeste de São Paulo,
exibiram peças feitas por elas em um
desfile no prédio da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp ) nesta terça -feira (6 ). As peças
exclusivas são da Daspre , um projeto
social que se transformou em grife ,
como mostra a reportagem do Jornal
Hoje .
Para as presidiárias, o trabalho manual
acaba se tornando aliado para colocar
em ordem a própria vida. Elas foram
condenadas pelo envolvimento com o
tráfico de drogas e trabalham
atualmente para a Daspre . “Pretendo
ir embora de cabeça erguida, acabar
de criar meus filhos , começar uma vida
nova com um emprego novo “, diz
Marilene Brito de Oliveira, uma das
presas envolvidas no projeto .

Tamira Aparecida Duarte, presa aos 18
anos , aprendeu a primeira profissão
na cadeia. “Maravilhoso . Está me
ajudando a mudar de mente, mudar
de vida. Bola pra frente ”, afirma. Ela
planeja uma vida nova quando
começar seu regime semiaberto.
E enquanto fazem planos , as
presidiárias confeccionam almofadas ,
caixas e também acessórios de moda e
roupas . Para comemorar a coleção
completa , o desfile foi organizado com
oito detentas do regime semiaberto.
“Até hoje, em três anos de projeto , eu
não tenho notícia de alguma que
tenha voltado [para a cadeia] . Isso
para mim é o mais importante “ , diz
Lúcia Casalli, criadora da Daspre.

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