Presos pela PF na Operação Voucher são liberados

(do G1) Foram liberados na madrugada deste
sábado ( 13) os 11 presos pela Polícia
Federal na Operação Voucher que
ainda permaneciam sob custódia no
Instituto de Administração
Penitenciária ( Iapen), em Macapá.
Outros cinco suspeitos de corrupção
já haviam sido liberados, entre eles o
secretário- executivo do Ministério do
Turismo, Frederico Silva da Costa, o ex -
presidente da Embratur, Mario Moyses,
e o ex- deputado federal pelo PMDB
Colbert Martins.
Segundo a diretoria do Instituto de
Administração Penitenciária ( Iapen), a
liberação ocorreu de forma
"tranquila " . Os 16 funcionários e
integrantes da cúpula do Ministério do
Turismo foram beneficiados por
habeas corpus concedidos pelo
Tribunal Regional Federal da 1ª Região
(TRF - 1) .
Entenda Operação
Voucher.
Os juízes que acataram pedido de
liberdade em favor dos suspeitos
consideraram que a prisão não era
mais necessária porque a busca e
apreensão de documentos e o
inquérito já haviam sido concluídos .
Eles argumentaram ainda que os
funcionários do Ministério do Turismo
que poderiam atrapalhar as
investigações foram suspensos das
atividades até o fim da apuração do
caso.
O secretário -executivo do Ministério
do Turismo deixou a prisão de
Macapá ( AP) no início da madrugada
de sábado. Ele é investigado por
envolvimento em desvio de recursos
na pasta . Para ser libertado , pagou
fiança de R $ 109 mil . Silva Costa
também vai ter que se afastar do
cargo.
O Ministério Público ( MP) decidiu
mandar para o Supremo Tribunal
Federal ( STF ) as denúncias de
envolvimento da deputada Fátima
Pelaes, do PMDB do Amapá . O
Conselho Nacional de Justiça vai
apurar a divulgação de fotos dos
presos na Operação Voucher .
Prisão temporária
Na quarta- feira ( 10) , 18 pessoas que
estavam presas temporariamente por
suspeita de envolvimento em desvio
de verbas no Ministério do Turismo
foram libertadas .
De acordo com o Ministério Público
Federal do Amapá e a PF em Brasília ,
os 16 acusados que tiveram prisão
preventiva decretada ficaram mais
tempo detidos para evitar o risco de
obstrução das investigações e
destruição de provas .

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