PMs que eram investigados por juíza morta serão transferidos de batalhão

(do G1) O presidente do Tribunal de Justiça do
Rio (TJ - RJ) Manoel Alberto Rebêlo
informou, na tarde desta quarta- feira
(17 ), que os policiais do 7 º BPM ( São
Gonçalo) , investigados pela 4 ª Vara
Criminal de São Gonçalo, na Região
Metropolitana do Rio, serão
transferidos para outros batalhões .
Eles seguem trabalhando enquanto os
caso não são julgados . A juíza Patrícia
Aciol i, assassinada na última sexta -
feira (12) , em Niterói , investigava
crimes relacionados a milícias , que
teriam agentes envolvidos .
A decisão, segundo Rebelo , foi tomada
durante uma reunião com o
governador do estado , Sérgio Cabral ,
nesta terça -feira , no Palácio
Guanabara, em Laranjeiras, na Zona
Sul .
"Durante a reunião, o governador
autorizou que mais 30 policiais
fizessem a segurança do Tribunal de
Justiça. Ficou decidido também pela
remoção de policiais do 7 º BPM, que
estão sendo processados . Eles serão
transferidos para outros batalhões ",
disse Rebêlo .
De acordo com Rebêlo, durante a
reunião ficou decidido ainda que será
construído um único Fórum, em São
Gonçalo, que abrigue todas as varas
da Justiça. A intenção é facilitar a
segurança de todos os juízes.
“Se não fosse isso, o Fórum de São
Gonçalo teria que usar quatro imóveis
distintos e isso dificulta a segurança. A
solução foi um espaço em que vamos
construir um fórum com todas as
varas de São Gonçalo ”, explicou.
Rebelo também adiantou que a
segurança será reforçada no Fórum de
São Gonçalo .
O presidente do TJ afirmou que dez
carros blindados estão à disposição
do Tribunal de Justiça .
Segundo Rebêlo , durante sua gestão ,
ele não recebeu nenhuma
reivindicação da juíza Patrícia Acioli
solicitando segurança .
“Na minha administração nenhum
pedido foi entregue . A impressão
pessoal que eu tenho é que ela
preferiu a escolta indicada pelo seu
companheiro” , informou. De acordo
com Rebelo, ele ainda desconhece o
teor dos documentos que o advogado
de Patrícia , Técio Lins e Silva, deve
entregar ao Tribunal de Justiça.
“Estive com ela ( Patrícia Acioli ) no dia
29 de julho no Fórum de São Gonçalo
justamente para que juízes fizessem
reinvindicações, fizessem pedidos. E
ela não demostrava o menor temor” ,
concluiu .
Segundo o advogado de Patrícia Acioli ,
ela reclamava por escrito da falta de
proteção policial , por causa das
ameaças de morte que recebia . Ela
chegou a enviar ofícios ao Tribunal de
Justiça do estado ( TJ -RJ) .
Os documentos foram apresentados
pelo advogado da família como prova
de que ela queria reforço na
segurança . Eles estavam no gabinete
da juíza Patrícia Acioli , em São
Gonçalo, também na Região
Metropolitana , e serão entregues
nesta quarta -feira (17 ) ao presidente
do TJ -RJ.
Investigações do crime
O secretário geral da Comissão
Nacional de Justiça, Fernando
Marcondes, que também participou da
reunião com o presidente do TJ e o
governador Sérgio Cabral , falou sobre
as investigações do crime .
“As investigações são feitas com
profundidade. Em muito menos tempo
que possamos imaginar o caso será
solucionado ”, disse Marcondes.

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