Operação para combater fraude no Fisco tem 18 detidos, diz PF

(do G1) A Polícia Federal (PF ) informou nesta
quarta -feira (17) que prendeu 18
pessoas na Operação Alquimia ,
realizada em 17 estados e no Distrito
Federal para desmontar uma suposta
organização criminosa que comandava
esquema bilionário de fraudes ao
Fisco e desvio de tributos .
A estimativa da PF é de que R $ 1
bilhão tenha sido desviado dos cofres
públicos .
A ação é realizada desde a madrugada
por Receita Federal , Polícia Federal e
Ministério Público Federal ( MPF).
O superintendente Regional da PF- MG ,
Fernando Duran , divulgou o balanço
parcial em entrevista em Belo
Horizonte no fim da manhã .
A operação também confiscou uma
ilha na Bahia e bloqueou bens de
luxo, como carros , aeronaves e
embarcações.
Foram expedidos 31 mandados de
prisão e 63 conduções coercitivas no
país, (quando a pessoa é levada para
prestar esclarecimentos na delegacia),
além de 129 mandados de busca e
apreensão em residências dos
investigados e nas empresas
supostamente ligadas à organização
criminosa.
A PF classifica a operação como uma
das maiores do gênero nos últimos
anos no país.
Entenda o suposto esquema
De acordo com a PF, 300 empresas
nacionais e estrangeiras participariam
do suposto grupo criminoso, que
forjava operações comerciais e
financeiras com intuito de não
recolher os tributos devidos à Receita
Federal . A maior parte das empresas
investigadas era ligada ao ramo de
produtos químicos , diz a PF.
Ação é realizada em Minas Gerais,
Bahia, Alagoas, Ceará, Espírito Santo,
Paraná , Pernambuco , Rio de Janeiro,
Rio Grande do Sul , São Paulo, Santa
Catarina e Sergipe
Para isso, os órgãos investigam a
utilização de empresas " laranjas" , com
sede em paraísos fiscais, factorings
(atividade de fomento mercantil ) e até
fundos de investimento utilizados na
suposta fraude.
.As investigações foram realizadas nos
últimos dois anos e apontam indícios
de sonegação fiscal , fraude à
execução fiscal , formação de
quadrilha, falsidade ideológica e
lavagem de dinheiro .
Segundo a PF, tudo indica que as
empresas sonegavam tributos
estaduais, como Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS ) , e federais , como o Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI ).
A ação é realizada em Minas Gerais,
Bahia, Alagoas, Ceará, Espírito Santo,
Paraná , Pernambuco , Rio de Janeiro,
Rio Grande do Sul , São Paulo, Santa
Catarina e Sergipe.
Segundo a PF, a operação prevê o
sequestro de bens de 62 pessoas
físicas e 195 pessoas jurídicas .
Participam da operação cerca de 90
auditores fiscais da Receita e
aproximadamente de 600 policiais
federais.
De acordo com a PF, a maioria das
empresas estrangeiras investigadas no
esquema são sediadas nas Ilhas
Virgens Britânicas, perto da Costa Rica ,
na região do Caribe . Das empresas
diretamente envolvidas nos fatos
apurados, identificou- se que pelo
menos 50 são “laranjas ”.
Ilha na Bahia e bens de luxo
Além das prisões , de acordo com
Duran, foi confiscada uma ilha da
Bahia e realizado o bloqueio de bens
de luxo, como carros, aeronaves e
embarcações.
( Veja no vídeo ao lado a chegada
dos agentes da Receita à ilha na
Bahia )
De acordo com o delegado da Polícia
Federal , Marcelo Freitas , que
coordenou as operações em Minas, a
ilha confiscada tem 20 mil metros
quadrados .
Segundo Freitas , o terreno pertence a
um dos chefes da suposta organização
criminosa.
Na ilha , a polícia apreendeu barras de
ouro e prata em um cofre . Além disso ,
foram apreendidos oito jet skis , duas
armas, quadriciclo , barco à vela, além
de motos e carros de luxo. Os nomes
dos envolvidos e das empresas não
foram divulgados . Na Bahia, devem ser
cumpridos 24 dos 31 mandados
expedidos .
As investigações tiveram início na
década de 1990 , quando a Receita
Federal detectou indícios de crimes
contra a ordem tributária em uma das
empresas do grupo em Juiz de Fora,
na Zona da Mata mineira. Havia
também a suspeita de existência de
fraudes na constituição de empresas
utilizadas como “laranjas” .

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