(do G1) No primeiro pronunciamento após ter
sido escolhida pela presidente Dilma
Rousseff para chefiar a Casa Civil, a
senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR)
afirmou nesta terça (7) que está
"orgulhosa" com o convite que
recebeu para substituir Antonio Palocci
na pasta .
"Quero agredecer a ela, que acreditou
na minha capacidade de trabalho",
afirmou.
A nova ministra da Casa Civil fará um
pronunciamento no Senado nesta
quarta-feira, às 14h30, e depois
participará da cerimônia de posse
16h30 no Palácio do Planalto. Com a
saída de Gleisi, deverá assumir a vaga
no Senado o primeiro suplente Sergio
de Souza, do PMDB.
"O compromisso com a presidenta
que eu tenho é um compromisso com
o meu país. Sei da minha
responsabilidade nesse processo.
Aceitei esse convite sabendo do
tamanho da responsabilidade", disse a
senadora durante entrevista coletiva
na sala da liderança do PT no Senado.
Gleisi lamentou a saída de Palocci da
Casa Civil. “Quero fazer aqui referência
ao ministro Palocci, porque para nós é
momento triste. É uma pena perder o
ministro Palocci neste governo pelas
qualidades que ele tem”, disse a nova
ministra.
Segundo a senadora do PT, a
presidente Dilma quer o
funcionamento da Casa Civil na área
de gestão e no acompanhamento de
projetos do governo.
“Ela disse que meu perfil é um perfil
que se adequa ao que ela pretende
agora na Casa Civil, que é o
acompanhamento dos projetos do
governo. Portanto, é uma ação de
gestão. A presidenta quer uma gestão
mais técnica na Casa Civil”, afirmou
Gleisi durante a entrevista.
Acompanhada por integrantes da
bancada do PT no Senado, a nova
ministra agradeceu o apoio dos
colegas de partido e negou que haja
uma “maldição” na Casa Civil, que faça
com que boa parte dos ministros que
por lá passaram sejam demitidos do
cargo. “Não há maldição na Casa Civil.
Temos um projeto extraordinário de
mudança deste país com o qual estou
comprometida”, declarou.
Trajetória
A senadora petista é casada há 15
anos com o ministro das
Comunicações, Paulo Bernardo, tem
dois filhos e fará 46 anos no dia 6 de
setembro.
GleisiHoffmann foi a primeira mulher
eleita para o Senado pelo Paraná. Ela
já foi diretora financeira da Hidrelétrica
Binacional de Itaipu e trabalhou com
Dilma na equipe que fez a transição
do governo do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso para o
governo do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, entre 2002 e 2003.
No PT, a senadora faz parte da mesma
corrente partidária do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a Construindo
um Novo Brasil, antigo Campo
Majoritário.


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