(da Folha.com) Em cenários lúgubres, seres gigantes feitos de gelo entram em confronto com deuses. Batalhas monumentais decidem o futuro de nove reinos em "Thor", adaptação dos quadrinhos criados por Stan Lee e Jack Kirby.
A temporada de "blockbusters" esquenta com esse longa de Kenneth Branagh que está em cartaz nos cinemas de São Paulo. Thor (Chris Hemsworth) é um herói que ganha carisma ao longo da projeção, arrogante e cômico como o Homem de Ferro.
O ator australiano é desses brutamontes das telas, com a expressão de um Rocky Balboa no ringue. Ao quebrar uma trégua e desafiar a autoridade do pai (Anthony Hopkins), o líder supremo de Asgard, Thor é despachado para um exílio na Terra.
Aqui o filme se transforma, ao deslocar o herói para a rotina dos comuns. Sem o martelo que lhe dá superpoderes, o guerreiro do além encanta a astrofísica Jane Foster (Natalie Portman) com o jeitão brucutu e o porte sarado de um cavaleiro medieval fora de época. No contato com os humanos, ele é pouco hábil.
Branagh, o diretor, parece querer mostrar que o poder corrompe. No lugar dos anéis, todos cobiçam o martelo mágico. Os efeitos em 3D são fascinantes e a história, baseada na mitologia escandinava, tem a sua graça.


.png)
0 comentários