(do Estadão) Últimos campeões e maiores
vencedores estaduais da década, com
três taças para cada lado. Donos de
duelos memoráveis ao longo de 98
anos do clássico, principalmente na
era Pelé, com placares de 7 a 4, 8 a 3,
11 a 0, Santos e Corinthians decidem,
a partir das 16 horas, a primeira final
(em duelos de mata-mata) da história
da Vila Belmiro. O palco, que por
muitos anos viu o melhor jogador do
mundo e um dos mais brilhantes
times brasileiros da história (o Santos
de Dorval , Coutinho, Mengálvio, Pelé
e Pepe), verá hoje a primeira volta
olímpica de um time paulista no ano.
Quem ganhar, sagra-se campeão. O
empate por qualquer placar leva a
decisão para pênaltis.
Depois de um 0 a 0 agitado na ida,
semana passada, no Pacaembu, a
promessa é de mais futebol ofensivo
esta tarde. Uma bola na rede pode
valer não apenas a taça, mas também
a artilharia, já que o santista Elano e o
corintiano Liedson dividem o topo da
tabela, com 11 gols cada.
São vários os atrativos. Neymar, estrela
mais radiante do País, tenta brilhar
diante do arquirrival, contra o qual
ainda deve boas apresentações. O
craque, que nesta semana anunciou
que em breve terá seu primeiro filho,
quer provar que amadureceu após os
altos e baixos de 2010. Ao seu lado,
Zé Eduardo, negociado com o Genoa,
da Itália, aposta numa despedida
vitoriosa e, se possível, com gols.
Do lado corintiano, num grupo que se
caracterizou por sua força, Jorge
Henrique espera repetir a fama de
homem das decisões. Os torcedores
até hoje o reverenciam pelas
apresentações em alto nível nas
partidas mais importantes, como na
decisão da Copa do Brasil de 2009,
diante do Internacional, na qual
marcou nas duas partidas.
Há, ainda, o também atacante
Dentinho. Maior goleador do atual
elenco, com 55 bolas nas redes
adversárias, o jovem foi bancado pelo
técnico Tite e, perto de fechar com o
Shakhtar Donetsk, quer se despedir
dando mais uma alegria à torcida.
Numa melhor de sete, quem ganhar
hoje se tornará o vencedor paulista da
década. E ambos sabem da
importância do título. O Santos busca
a 19ª taça, para se aproximar de vez
dos principais rivais, todos a sua
frente: São Paulo, 21, Palmeiras 22 e
Corinthians, 26 títulos. Os paulistas,
por sua vez, querem comprovar a
soberania no estado.
Homenagens. O Santos entra em
campo desfalcado de Ganso, que se
machucou no jogo de ida e só volta
daqui seis semanas - Alan Patrick, seu
substituto, vem de grande atuação
contra o Once Caldas na Colômbia,
com direito a gol da vitória (1 a 0). O
camisa 10, porém, deve ser lembrado
em caso de título. Do lado corintiano,
a dedicatória será para Ronaldo, que
vai estar na num dos camarotes da
Vila, possivelmente ao lado de Pelé.
"Tive a oportunidade de ser técnico
do Ronaldo e, se merecermos, quero
dar o último título da carreira dele",
imagina o técnico Tite.


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