(do Estadao) WASHINGTON - Resultados iniciais de
exames de DNA mostram uma
"correspondência muito confiável"
entre a pessoa morta em uma
operação no Paqusitão e o líder da Al-
Qaeda, Osama Bin Laden, disse uma
autoridade norte-americana nesta
segunda-feira, 2. A fonte disse se
tratar de "99,9% de certeza".
Bin Laden, que ocupava o posto de
número um na lista de terroristas mais
procurados pelos Estados Unidos,
morreu em uma operação conduzida
pela CIA, a principal agência de
inteligência americana, em uma região
montanhosa do Paquistão, próxima à
fronteira com o Afeganistão.
Operação
O presidente dos EUA, Barack Obama,
confirmou a morte de Bin Laden
durante um pronunciamento no início
da madrugada desta segunda-feira.
Segundo ele, a operação que resultou
na morte do líder da Al-Qaeda foi
autorizada por ele na semana
passada.
A operação foi colocada em prática
pelas forças americanas ontem em um
complexo próximo à cidade de
Islamadab. Segundo a rede de TV
americana CNN, Bin Laden estava em
uma mansão com outros membros de
sua família. Outros três homens -
entre eles um filho do terrorista - e
uma mulher também teriam sido
mortos na operação.
Os rumores da morte de Bin Laden
começaram a surgir na internet antes
mesmo do anúncio oficial de Obama.
Milhares de pessoas se aglomeraram
em frente à Casa Branca com
bandeiras americanas para
comemorar a morte do terrorista. A
cena se repetiu em Nova York, onde a
população comemorou em frente ao
Marco Zero, local das torres gêmeas,
derrubadas em 11 de setembro de
2001.
Além do atentado de dez anos atrás,
no qual morreram mais de 3 mil
pessoas, Bin Laden era acusado de
autoria e envolvimento em dezenas de
outros ataques. Desde o 11 de
setembro, ele era o criminoso mais
procurado pelas forças americanas. A
recompensa para informações que
levassem diretamente ao seu
paradeiro era de 25 milhões de
dólares.
O corpo de Bin Laden, que tinha de
54 anos, estaria em poder das forças
americanas. Mas há relatos de que o
cadáver teria sido "enterrado" no mar
hoje. De acordo com o jornal New
York Times e a agência de notícias AP,
o funeral seguiu o preceito islâmico
de enterrar o corpo no mesmo dia da
morte.
Segundo a AP, as autoridades
americanas justificaram o "enterro",
afirmando que seria difícil encontrar
um país que aceitasse receber o corpo
de um dos mais procurados líderes
extremistas do mundo. As fontes não
foram identificadas nas reportagens.


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