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O massacre, um dos mais graves da história dos EUA, contribuiu para reacender o debate nacional sobre o controle das armas de fogo

James Holmes, 25 anos, é acusado de ter feito disparos dentro de um cinema na periferia de Denver, em julho, durante uma sessão do filme 'Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge' Foto: Reuters
James Holmes, 25 anos, é acusado de ter feito disparos dentro de um cinema na periferia de Denver, em julho, durante uma sessão do filme 'Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge'
Foto: Reuters
Promotores do Colorado vão pedir a pena de morte para o homem acusado de matar 12 espectadores de um cinema no ano passado. O promotor George Brauchler formalizou o pedido na segunda-feira, depois de ter rejeitado na semana passada a sugestão da defesa de que James Holmes estaria disposto a se declarar culpado em troca de uma condenação à prisão perpétua, sem direito a sursis (suspensão condicional da pena). Holmes, 25 anos, ex-pós-graduando de neurociência, é acusado de ter feito disparos indiscriminados dentro de um cinema na periferia de Aurora, no Colorado, em julho, durante uma sessão do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge. O massacre, um dos mais graves da história dos EUA, contribuiu para reacender o debate nacional sobre o controle das armas de fogo. Além dos 12 homicídios, ele é réu também por ter deixado 58 feridos. No início da audiência judicial da segunda-feira na localidade de Centennial, o promotor Brauchler disse que, no caso de Holmes, "justiça é morte". O réu, que está barbado e cabeludo, não demonstrou emoções ao se sentar em silêncio diante da mesa da defesa, acompanhado dos advogados. Ele estava algemado e usava traje vermelho de presidiário Ao entrar na sala, ele olhou de relance para seus pais. Foi possível ouvir a comoção no plenário quando Brauchler anunciou que quer a pena de morte para o réu, e os pais de Holmes se entreolharam com tristeza. O juiz William Sylvester marcou o julgamento inicialmente para 5 de agosto. Mas depois da apresentação do pedido da pena de morte - que pode tornar o processo mais lento -, Sylvester transferiu o caso ao juiz Carlos Samour Jr., que então marcou o início do julgamento para 3 de fevereiro. Samour disse que o julgamento deve durar cerca de quatro meses, e rejeitou um pedido dos advogados para adiar o início do julgamento até pelo menos meados de 2014. No mês passado, advogados de Holmes declararam ao tribunal que ele se declara inocente, mas os advogados ainda podem substituir isso, alegando que seu cliente é mentalmente inimputável.
Reuters


(do Terra) O papa Bento XVI lamentou, neste domingo, o ataque em cinema nos EUA que deixou 12 mortos e dezenas de pessoas feridas na madrugada da última sexta-feira, dia 20. Ao término da audiência geral deste domingo, celebrada na residência pontifícia de Castel Gandolfo, o Pontífice disse, em inglês, estar "profundamente chocado pela insensata violência em Aurora, Denver". "Compartilho a angústia das famílias e dos amigos das vítimas e feridos, principalmente das crianças", afirmou Bento XVI. Relembre o caso: Um atirador abriu fogo durante a estreia do filme "Batman: o Cavaleiro das Trevas Ressurge", na madrugada de sexta-feira (20), no estado do Colorado, nos Estados Unidos. Pelo menos 12 pessoas morreram e 50 ficaram feridas. O ataque ocorreu no lançamento do filme, que teve início à meia-noite, na Sala 16 do Cinema Century, localizado no shopping center Aurora, no bairro de mesmo nome, em Denver.
O atirador James Holmes foi apresentado nesta segunda na corte distrital do Condado de Arapahoe. Foto: AP
O atirador James Holmes foi apresentado nesta segunda na corte distrital do Condado de Arapahoe
Foto: AP
(do Terra) "Se eu estivesse lá, o teria matado". Essa é a frase recorrente dos defensores do porte de armas, que defendem a tese de que, se houvesse alguém armado no cinema de Aurora, o número de mortos no massacre desencadeado por James Holmes teria sido menor. "Não acho que o direito de portar armas tenha criado o problema. De fato, se tivesse alguém com uma arma lá, isso poderia ter reduzido o dano. Se eu estivesse lá, teria detido parte do dano", declarou John Oberly, um treinador de rúgbi de 51 anos, que pratica tiro ao alvo. O pensamento de Oberly é compartilhado por muitos comentaristas que defendem a "Segunda Emenda da Constituição", que garante o direito de portar armas. Oberly falou com a AFP enquanto comprava munição em uma das muitas lojas de armas de Aurora, um subúrbio de Denver. Localizada entre uma cafeteria e um restaurante mexicano, o lugar tem a aparência de uma loja de departamentos. Dedicada principalmente aos aficionados da caça, com uma decoração marcada por animais empalhados, a loja oferece fuzis, pistolas, munições, trajes e artigos de acampamento. Uma menina de 5 ou 6 anos experimenta um rifle. "Querida, esse é muito grande para você. Vamos procurar outro", diz a mãe. "Os defensores das armas estão dizendo que, se tivesse alguém (no cinema) portando armas, o massacre não teria ocorrido", afirmou à AFP Eileen McCarron, do Colorado Ceasefire Capitol Fund, que defende um maior controle de armas. "O cinema estava no escuro, havia cerca de 200 pessoas dentro e o atacante usou gases. Não havia como outra pessoa armada fazer nada, a não ser matar mais inocentes", argumentou. O debate é um tema constante nos Estados Unidos, que já viveu muitas tragédias parecidas com a de Aurora no passado. Os casos mais conhecidos são o massacre de 1999 em uma escola de Columbine (a 35 km de Aurora), quando dois estudantes mataram 13 pessoas; o da Universidade de Virginia Tech em 2007, quando um homem matou 32; o de uma base militar no Texas, em 2009, onde morreram 13 e o tiroteio de Tucson, em 2011, que feriu a congressista Gabrielle Giffords e matou seis pessoas. A polêmica levantada virou tema do documentário de 2002 "Tiros em Columbine", onde o diretor Michael Moore conclui que uma das causas deste tipo de violência é a facilidade com que armas são compradas no país. Na madrugada de sexta-feira, durante a estreia do novo filme do Batman, um homem - supostamente James Holmes, de 24 anos - matou 12 pessoas e feriu 58. Carregava um rifle e disparou 60 tiros por minuto. Em apenas oito semanas, havia comprado 6.300 cargas de munição. Comprar armamento "é muito fácil se você não é um criminoso", disse Oberly na loja de armas. "Checam seu nome e você sai da loja com a arma, ou pode comprar pela internet e a recebe pelo correio", contou. Efetivamente, uma jornalista da AFP comprovou que é necessária apenas a cadeira de motorista. Com ela, o vendedor analisa o registro criminal do comprador e, se não aparecem crimes, a venda é fechada em um minuto. Foi assim que Holmes obteve sua munição: quando este controle foi realizado, a única coisa que figurava em seu histórico era uma multa por excesso de velocidade. Tom Mauser é pai de um estudante de 16 anos que morreu em Columbine e, desde então, se converteu em defensor do controle de armas. "Nós nos ocupamos basicamente dos direitos e do castigo, mas não da prevenção", disse à AFP. "O que precisamos nos Estados Unidos é prevenção, porque quando você perde alguém o castigo não significa nada". Em 2003, o Colorado aprovou uma lei que requer que as pessoas obtenham uma permissão para portar consigo armas ocultas. Naquele momento, calculava-se que 60 mil pessoas pediriam esta permissão. Mas atualmente, disse McCarron, "mais de 143 mil a possuem e, após o tiroteio, este número aumentará drasticamente". Um dos perigos citados pelos opositores das armas é que quem as porta pode exercer a lei por conta própria, como ocorreu na Flórida em fevereiro, quando o vigia comunitário George Zimmerman matou Trayvon Martin. Mas o contra-argumento dos defensores da Segunda Emenda é que um assassino não será detido porque é mais difícil arranjar uma arma. Assim considera o diretor da escola de Columbine, Frank De Angelis, que já ocupava este posto quando ocorreu o massacre. Proibir a venda de armas "não evitará que os criminosos as obtenham (...) Poderemos ter leis contra elas, mas os assassinos seguirão encontrando maneiras de adquiri-las", disse à AFP. "Os cidadãos que respeitosos das leis nos Estados Unidos compram armas legalmente e não queremos tirá-los este direito, que está em nossa Constituição", sustentou.
Policiais usam plataforma móvel para acessar apartamento do atirador de Aurora. Foto: Reuters
Policiais usam plataforma móvel para acessar apartamento do atirador de AuroraFoto: Reuters

(do Terra) As autoridades de Aurora, no Estado americano do Colorado, efetuaram com sucesso uma detonação controlada de explosivos dentro do apartamento de James Holmes, acusado de matar 12 pessoas durante a sessão de estreia do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge na madrugada da última sexta-feira. A ação foi realizada por volta das 14h40. Segundo a rede de televisão NBC uma barulhenta explosão foi ouvida nos arredores do apartamento. "A detonação controlada foi bem-sucedida. Ainda há mais trabalho a fazer dentro do apartamento, incluindo lidar com outros dispositivos. É possível que sejam feitas novas detonações controladas", diz um comunicado emitido pelo Departamento de Polícia de Aurora. Anteriormente, a polícia havia afirmado que conseguira superar a armadilha feita com fios e supostos explosivos que impedia que peritos entrassem no apartamento. Esta ação era o primeiro desafio do plano de três fases exposto pelas autoridades sobre a operação na casa do suspeito. A primeira fase consistia em conseguir superar a armadilha e conseguir acesso ao apartamento, o que foi realizado. A segunda fase é remover com segurança os dispositivos explosivos e as substâncias inflamáveis que se encontram no local e levá-los para uma área segurança. A terceira é continuar a investigação. Para efetuar a operação dentro do apartamento de Holmes as autoridades isolaram cinco edifícios próximos e estabeleceram um perímetro de várias quadras. Mais cedo, a policia afirmou ter encontrado explosivos "extremamente sofisticados" no apartamento do suspeito. O massacre Era aproximadamente 0h30 (hora local) da madrugada de sexta-feira quando o suspeito do ataque, James Holmes, 24 anos, entrou pela porta traseira do cinema Century 16 com dois revólveres, uma espingarda e um fuzil, segundo os investigadores. A sala estava repleta de pessoas que assistiam à estreia do filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Holmes, vestido com máscara de gás e colete à prova de balas, entrou pela parte traseira do cinema e sem falar nada lançou uma bomba de gás lacrimogêneo. Algumas pessoas chegaram a achar que a ação fazia parte da promoção do filme, segundo testemunhas explicaram para a CNN. Em uma atmosfera irrespirável e de caos Holmes começou a disparar contra os presentes, o que resultou na morte de 12 pessoas e deixou 58 feridos. Até o momento seis vítimas foram identificadas.
Cruzes e bandeiras americanas são depositadas em homenagem às vítimas do massacre no Colorado. Foto: Reuters
Cruzes e bandeiras americanas são depositadas em homenagem às vítimas do massacre no ColoradoFoto: Reuters

(do Terra)James Holmes, que matou 12 pessoas ao abrir fogo em uma sala de cinema na cidade de Aurora, é mantido separado dos outros detentos na prisão do Condado de Arapahoe, no Colorado, para onde foi levado após o massacre. Segundo uma ex-presidiária liberada neste sábado informou ao Denver Post, os demais detentos consideram o crime "doentio" e, devido à dimensão da ocorrência, a polícia tomou medidas para proteger a vida do atirador. Veja casos de atiradores solitários Algumas detentas foram transferidas de local para que uma cela pudesse ser destinada exclusivamente a Holmes. Ele não foi ameaçado na prisão, não recebeu visitas e se nega a conceder entrevistas, de acordo com o xerife Grayson Robinson. Informações de que o atirador cuspiu em um dos guardas e de que as janelas da cela foram escurecidas foram negadas pela polícia. Atirador mata 12 em estreia de Batman Um homem abriu fogo em uma sala de cinema durante a estreia de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, em Aurora, no Estado americano do Colorado, na madrugada de sexta-feira, dia 20. Doze pessoas morreram e outras 59 ficaram feridas. O atirador, identificado como James Eagen Holmes, 24 anos, foi preso no estacionamento. Ao ser detido pelas autoridades, ele teria dito que era o Coringa. Mais tarde, a polícia vasculhou o apartamento do suspeito e encontrou explosivos. Obama declarou luto nacional por seis dias.
Outras 40 pessoas ficaram feridas 


Thomas Cooper / Getty Images/AFP
Crime ocorreu dentro de uma sala de cinema
Foto:  Thomas Cooper  /  Getty Images/AFP



(do Santa)Um atirador mascarado matou 12 pessoas e feriu outras 40 nesta sexta-feira, dentro de um cinema em Denver, no Colorado, Estados Unidos. O crime ocorreu durante a exibição do filme Batman - O Cavaleiros das Trevas Ressurge. Segundo o G1,o atirador usava uma máscara de gás no momento do ataque. Antes de começar os disparos, ele teria detonado uma bomba que produziu gás lacrimogêneo ou fumaça. Um suspeito, de 24 anos, foi preso em um estacionamento perto do cinema. Ainda não há confirmação da identificação dele. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em comunicado que está chocado e triste com o ocorrido e prometeu punição aos responsáveis.
A polícia informou que o atirador pintou o cabelo de forma a se parecer com o Coringa. Foto: AP
A polícia informou que o atirador pintou o cabelo de forma a se parecer com o CoringaFoto: AP

(do Terra) O principal suspeito de causar a morte de pelo menos 12 pessoas na estreia do filme Batman em um cinema do Colorado disse que "era o Coringa" aos policiais que o prenderam, de acordo com comissário da polícia de Nova York Ray Kelly. A declaração fez as autoridades suspeitarem que James Holmes, 24 anos, sofre de demência. As informações são da ABC News. O comissário da polícia informou que Holmes pintou o cabelo de maneira a lembrar o Coringa, vilão do segundo filme da trilogia de Christopher Nolan. O suspeito abriu fogo aos 30 minutos de filme e, antes de sair, causou uma nuvem de fumaça com uma bomba de gás. Ele agiu sozinho e sabia o momento de atirar, segundo autoridades, porque os disparos foram feitos exatamente durante uma cena de tiros. O ataque foi o mais grave ocorrido nos Estados Unidos nos últimos cinco anos, e aconteceu a apenas 20km do local do massacre de Columbine, onde dois alunos mataram outros 13 em 1999.
James Eagen Holmes, em imagem divulgada pela emissora  KGTV ; jovem abriu fogo e matou 12 em cinema nos EUA. Foto: KGTV/Reprodução
James Eagen Holmes, em imagem divulgada pela emissora KGTV; jovem abriu fogo e matou 12 em cinema nos EUAFoto: KGTV/Reprodução

(do Terra) "Ninguém o conhecia", disse nesta sexta-feira o vizinho Ben sobre James Eagen Holmes. Mas hoje, depois de Holmes abrir fogo numa sala de cinema, matar 12 pessoas e ferir 59, sua situação mudou drasticamente. A polícia ainda não tem informações que possam explicar o que motivou este jovem pesquisador de Neurociências a provocar uma chacina em uma das salas de exibição da estreia da terceira e última parte da trilogia do Cavaleiro das Trevas, franquia do super-herói dos quadrinhos Batman. O pouco que se sabe sobre Holmes aprofunda o significado do drama nacional do episódio da cidade Aurora, do Estado do Colorado. Numa nação impulsionada em 2001 ao medo do terrorismo, mais uma vez um capítulo triste é escrito por um indivíduo - pelo menos de acordo com todas as declarações até o momento - sem nenhum tipo de envolvimento político, mas marcado pela reclusão e pela discrição. O relato de Ben se aproxima do de Tom Mai, vizinho da família de Holmes. Segundo ele, Holmes era um adolescente tímido que não interagia com os outros jovens do bairro onde morava, em San Diego. Holmes, que se formou na Universidade da Califórnia em 2010, participava de um programa de pós-graduação em Neurociências, segundo informou a diretora de comunicação da instituição, Kris Lovekin. Holmes, no entanto, estaria prestes a largar o curso. O Mashable.com, que supervisiona redes sociais, disse que Holmes era "um fantasma on-line", não tinha perfis em mídias como o Facebook ou Twitter. Alheio ao mundo virtual, Holmes era quase ninguém também no registros jurídicos. Longe de um criminoso, ele tinha, até hoje, somente uma infração por excesso de velocidade Tudo mudou na madrugada da estreia de O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o badalado e muito aguardado capítulo final da atual série baseada nas histórias de Batman. As informações liberadas pela polícia até o momento permitem reconstruir um simplória e absurda situação: Holmes vestiu uma armadura escura, armou-se com fuzil, espingarda e pistola, dirigiu até o cinema, comprou uma entrada, entrou em uma das salas que exibia a estreia e esperou por uma cena de tiros para lançar gases, desnortear os espectadores e abrir uma quantidade ainda desconhecida de tiros, acertando 71 pessoas. Ele encaminhou-se então para o estacionamento, onde foi pego pela polícia, perto de seu carro. Não apresentou resistência e, ainda por motivos desconhecidos, alertou que havia bombas em sua casa. Lá, a polícia encontrou uma quantidade surpreendente de dispositivos explosivos e químicos. Ainda não se sabe quando o apartamento ficará seguro para que os investigadores possam dispor de mais dados para entender o caminho silencioso e grotesco de James Eagen Holmes do anonimato quase pleno à obscena publicidade mundial. "Ainda estamos processando as informações e agradecemos se as pessoas respeitarem nossa privacidade", declarou a família Holmes, depois de a mãe do jovem, Arlene Holmes, confirmar que seu filho era o suspeito do tiroteio.
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