As vitórias sobre França, em amistoso antes da competição, Japão, México, Itália, Uruguai e Espanha deram 8657,34 pontos ao time nacional somente neste mês de junho. Fazendo a média dos últimos meses e dos últimos dois anos, como faz a Fifa, é provável que a equipe fique na nona colocação, com 1095 tentos.
Vale lembrar que a Seleção estava na modesta 22ª posição, próxima de Montenegro, Mali, Noruega etc., seleções que nunca estiveram próximas de ganhar uma Copa do Mundo. Enquanto isto, a Colômbia, embalada pelo bom momento no futebol sul-americano, consolidava-se no top 10.
Mas o título ainda deixa os comandados de Felipão muito distantes da seleção espanhola, que lidera com folga, com 1532 tentos. Alemanha e Argentina completam o ‘pódio’ do ranking da Fifa, criado em 1993 - o Brasil é o país que liderou a lista por mais tempo desde então.
O próximo compromisso canarinho está marcado para o dia 14 de agosto, contra a Suíça, fora de casa, na Basileia. Já no dia 10 de setembro, os brasileiros enfrentarão Portugal, ex-time de Felipão, em Boston, nos Estados Unidos.
Zagueiro espanhol Pique levanta a perna, para Neymar com falta e é expulso
Foto: Daniel Ramalho / Terra
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Quando o zagueiro espanhol recebeu o cartão vermelho de Björn Kuipers, o telão do Estádio do Maracanã mostrou a mulher do jogador, a cantora Shakira, com uma cara de atordoada pelo que acontecia em campo. Além de ver o marido expulso, o placar já mostrava 3 a 0 para o Brasil.
Ao perceberem a presença de Shakira no telão, a torcida começou a gritar o nome da cantora em coro. Localizada na tribuna da Fifa, no meio de autoridades e cartolas da Fifa, ela virou alvo de piadas de um grupo que começou a dançar o waka-waka, que ficou famoso na última Copa do Mundo no rebolado da colombiana.
Além de Piqué, Neymar vai reencontrar no Barcelona oito espanhóis que tiveram em campo: Xavi, Iniesta, Pedro, David Villa, Victor Valdes, Jordi Alba, Sergio Busquets e Fábregas. Se no clube estarão no mesmo lado, a rivalidade pelas seleções começou a ser criada neste domingo e pode ter novo capítulo na Copa do Mundo de 2014.
Com 73.531 torcedores presentes, o Maracanã também fez sua parte e com brilho. O público participou do início ao fim: cantou o Hino Nacional antes e durante a partida, provocou a arbitragem, os espanhóis e até Shakira, de nome gritado quando Piqué foi expulso por falta violenta em Neymar. Claro, também gritou "campeão" e "olé", este último quando o placar ainda marcava 1 a 0.
A caminho de um objetivo mais importante, a Copa do Mundo do próximo ano, a Seleção Brasileira mandou uma mensagem ao mundo, como havia sugerido na véspera o campeão mundial Luiz Felipe Scolari. De atuação performática à beira do gramado durante os 90 minutos, sereno durante a competição, teve o nome gritado pelo Maracanã em vários momentos da final. Foi um dos personagens mais importantes para o título.
Baile brasileiro tem gols de Fred e Neymar no primeiro tempo
Um atropelamento brasileiro em 45 minutos, com um gol no início e outro no fim. Assim pode ser definida a atuação da Seleção contra a Espanha no primeiro tempo da decisão. Incendiada por um público extremamente participativo, a equipe de Luiz Felipe Scolari deu poucas chances à Espanha, que tinha inferioridade até na posse de bola depois de 15 minutos transcorridos. Fruto, principalmente, de uma marcação fortíssima de praticamente todos os jogadores brasileiros no campo de ataque.
Já aos 2 minutos, a Seleção trouxe os torcedores para seu lado com a abertura do placar em um lance de raro oportunismo de seu centroavante. Da direita, Hulk fez bom cruzamento, e Fred e Neymar se enrolaram com a marcação. Atento e com raça, o camisa 9 tocou por cima de Casillas, mesmo caído, e estufou as redes pela quarta vez na Copa das Confederações.
Apesar da vantagem no marcador, o Brasil permaneceu protagonista durante boa parte do primeiro tempo no Rio de Janeiro, ainda que a Espanha tenha elevado seu percentual de posse de bola pouco a pouco. Minutos depois de Fred fazer o primeiro, Oscar teve espaço e a bola em seu pé direito para dobrar o placar, mas colocou ao lado da trave esquerda. Paulinho também tentou de cobertura, pouco depois, e Casillas pegou.
Enquanto a Espanha não jogava nem próximo de seu padrão, o Brasil voava. Em dois contragolpes, gerou cartões amarelos em lances agudos na velocidade. Neymar recebeu de Marcelo e já havia deixado Arbeloa para trás quando foi calçado no meio-campo. O espanhol era o último homem no lance, mas não foi expulso. Depois, Oscar conduziu com liberdade e foi empurrado por Sergio Ramos. Nova advertência.
Com velocidade para propor o jogo, o Brasil criava chances em atacado e Fred, diante de Casillas em belo passe de Neymar, errou quando teve liberdade e tempo para dominar. Exatamente como na sequência, com Pedro e assistido por Mata aos 40 minutos: às costas de Marcelo, o atacante venceu Júlio César, mas parou em um corte perfeito de David Luiz. Ele correu, se esticou de carrinho e ainda conseguiu jogar por cima da meta. A torcida foi ao delírio, mas ainda tinha muito mais pela frente.
Aos 44 minutos, mais um duro golpe no favoritismo dos espanhóis. Em tabela esperta, Oscar recebeu, teve paciência, visão e contou com a movimentação perfeita de Neymar contra um Arbeloa perdido. O camisa 10 brasileiro, de canhota, fuzilou Casillas com precisão e correu para as arquibancadas para uma comemoração bonita, rodeado por jogadores e torcedores.
Segundo tempo confirma o baile brasileiro no Maracanã
As conversas no vestiário espanhol tiveram pouco efeito. A troca de Arbeloa por Azpilicueta, também não. Já a 2 minutos, quando a torcida ainda recuperava o fôlego para a segunda etapa, o Brasil fez o terceiro. Pelo centro, Hulk abriu à esquerda, Neymar fez corta-luz e Fred, justamente às costas de Azpilicueta, bateu de chapa, com a direita, para vencer Casillas. À essa altura, já era uma tourada no Maracanã.
No roteiro da festa, porém, ainda estava previsto outro tipo de emoção. Jesús Navas, que havia acabado de entrar, foi calçado por Marcelo dentro da área e a arbitragem, em cima do lance, marcou pênalti. A Espanha, que havia acertado as sete cobranças da disputa com a Itália, não acertou a oitava. Sergio Ramos bateu para fora.
O Brasil até pressionou para tentar atender o pedido da torcida, que gritava por mais um, mas optou por controlar o jogo. O que ficou ainda mais foi possível pelas entradas de Jô e especialmente Hernanes e Jadson, que estreou na competição. O momento de maior euforia, na última parte, ficou com Neymar. Em velocidade, levou a marcação de Piqué, expulso por derrubá-lo.
Faltava ainda o momento de Júlio César, o melhor em campo na semifinal contra o Uruguai. Ele provavelmente teria defendido o pênalti batido por Sergio Ramos, pois estava na bola, mas ainda conseguiu duas defesas de levantar o público. Assim, a Seleção Brasileira confirmou o 3 a 0, seu terceiro jogo sem sofrer gols na Copa das Confederações. Uma competição que, do início ao fim, teve só um dono: o Brasil de Felipão.
Eles não chegam a formar uma dupla de ataque clássica no esquema tático de Luiz Felipe Scolari, mas saíram dos pés de Neymar e Fred nove dos 14 gols da Seleção Brasileira na Copa das Confederações. Os três últimos na final deste domingo, no Maracanã, em vitória que garantiu o tricampeonato ao Brasil e frustrou a tentativa de a Espanha garantir a tríplice coroa.
Em jornada inspirada, a dupla incendiou o Maracanã logo aos 2 minutos. Após cruzamento de Hulk, Fred disputou com a zaga, mas mesmo caído conseguiu empurrar para as redes. Na comemoração, o atacante literalmente foi para os braços da torcida e distribuiu abraços com os primeiros da fila.
A cena se repetiu aos 44 minutos quando Neymar foi lançado pela esquerda por Oscar e acertou um chute forte, por cima de Casillas, a quem vai encontrar em muitos Barcelona x Real Madrid. O cartão de visitas colocou o Brasil em vantagem por dois gols ao final do primeiro tempo.
Mas o repertório da dupla ainda não tinha acabado. Fred repetiu os 2 minutos para marcar seus quinto gol no torneio e se igualar a Fernando Torres como artilheiro da Copa das Confederações, mesmo sem ter enfrentado o Taiti. A promessa de marcar um gol a cada jogo também foi quitada, pois apesar dos dois primeiros em branco, ele recuperou a média contra Itália e Espanha.
Se Neymar era o jogador mais efetivo da Seleção Brasileira de Mano Menezes, agora ele tem a companhia de Fred. Desde que Felipão reassumiu o cargo, o camisa nove marcou nove gols em 10 jogos e não deixa dúvidas de que será o nome trabalhado para a Copa 2014 na posição.
Neymar, por sua vez, iniciou a Copa das Confederações pressionado pela queda de produção na Seleção. Quando estreou diante do Japão, não marcava com o time principal há cinco jogos. Desde então, só não deixou a marca diante do Uruguai e deixa o torneio como vice-artilheiro com quatro gols.
Mais do que isso, Neymar teve duas atuações de gala no torneio. Contra o México, fez um gol e deu uma assistência após um drible desconcertante dentro da área. Diante dos espanhóis, além do gol chamou o jogo e provocou a expulsão de seu futuro companheiro de clube, Piqué, em uma arrancada que o levaria até a cara do gol. A torcida gritou Shakira, presente para acompanhar a noite infeliz do marido.
Com dois gols de Fred e um de Neymar, o Brasil derrotou a Espanha por 3 a 0, humilhou os atuais campeões mundiais e conquistou o título da Copa das Confederações de 2013 em um Maracanã lotado
Foto: Daniel Ramalho / Terra
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"Já que o jogo está perdida, não seria mal deixar um recado a (Daniel) Alves e Neymar... macacos", escreveu um torcedor. Outro publicou: "Neymar se parece com os macacos que estão à venda no parque".
Alguns brasileiros responderam com mensagens contra o racismo, enquanto outros preferiram ignorar as ofensas e exaltar o bom desempenho da Seleção dentro de campo.
Dois dos figurantes da cerimônia de encerramento da Copa das Confederações abriram faixa de protesto e foram retirados do gramado por seguranças, neste domingo, no Maracanã. O conteúdo das mensagens era de contrariedade à privatização do estádio carioca. Além disso, a cerimônia, que contou com quatro espetáculos musicais curtos, também teve problemas com o som, bastante abafado.
Já no fim dos shows, os figurantes-manifestantes abriram cartaz com a mensagem: “Imediata anulação da privatização do Maracanã”. A faixa foi recolhida por seguranças e os figurantes teriam permanecido na festa. Logo depois da cerimônia, o Comitê Organizador Local avisou que tentaria identifica-los.
Os cantores Arlindo Cruz (samba), Victor e Léo (sertanejo), Jorge Ben Jor (MPB) e Ivete Sangalo (axé) se apresentaram e foram festejados pelo público, especialmente Ivete. Logo na sequência à cantora, também houve uma apresentação da bateria da escola de samba Grande Rio.
A cerimônia, que durou cerca de 30 minutos, também teve mosaicos sobre o gramado, com imagens de borboleta e também da bandeira do Brasil. Pessoas vestidas de bola dançaram enquanto os espetáculos musicais eram realizados, com cada cantor próximo à bandeira de escanteio.
Já no fim dos shows, os figurantes-manifestantes abriram cartaz com a mensagem: “Imediata anulação da privatização do Maracanã”. A faixa foi recolhida por seguranças e os figurantes teriam permanecido na festa. Logo depois da cerimônia, o Comitê Organizador Local avisou que tentaria identifica-los.
Os cantores Arlindo Cruz (samba), Victor e Léo (sertanejo), Jorge Ben Jor (MPB) e Ivete Sangalo (axé) se apresentaram e foram festejados pelo público, especialmente Ivete. Logo na sequência à cantora, também houve uma apresentação da bateria da escola de samba Grande Rio.
A cerimônia, que durou cerca de 30 minutos, também teve mosaicos sobre o gramado, com imagens de borboleta e também da bandeira do Brasil. Pessoas vestidas de bola dançaram enquanto os espetáculos musicais eram realizados, com cada cantor próximo à bandeira de escanteio.
Alguns espanhóis acompanharam o começo da cerimônia de abertura do banco de reservas e foram xingados em um grande coro. Durante a semana, os jogadores da Espanha reclamaram de hostilidade dos brasileiros. Eles tiveram torcida contra em todas as partidas.
As mesmas vaias ocorreram quando o telão focalizou torcedoras espanholas. Ao entrar no gramado, a seleção da Espanha ouviu os gritos de Brasil. Minutos depois, o brasileiros fizeram muita festa com a entrada do time para o aquecimento.
Gianluigi Buffon defendeu os pênaltis de Diego Forlán, Martín Cáceres e Walter Gargano neste domingo e não comemorou entusiasmadamente nenhuma das três defesas, decisivas para garantir à Itália o terceiro lugar da Copa das Confederações. O semblante sério do goleiro se manteve na zona mista da Arena Fonte Nova, quando disse aos repórteres que não conseguia “nem sorrir” apesar da vitória: o jogador estava muito irritado quanto à suposta fama criada na imprensa italiana segundo a qual ele não é bom defendendo pênaltis.
“Não consigo nem sorrir, não consigo entender na Itália o que se queira. Penso que sou o único goleiro na historia italiano que pegou um pênalti tanto em um Mundial quanto em uma Eurocopa”, disparou Buffon.
O goleiro recebeu críticas por não ter defendido nenhuma das sete cobranças da Espanha na semifinal da Copa das Confederações, perdida pela Itália na última quinta-feira, no Estádio Castelão, na disputa de pênaltis. Na ocasião, houve empate por 0 a 0 na prorrogação e no tempo normal. O único jogador a errar sua cobrança foi o zagueiro italiano Leonardo Bonucci, que mandou a bola por cima do travessão.
“Não sei o que vocês querem, mesmo porque contra a Espanha não é que o outro goleiro (Iker Casillas) tenha ido muito bem e tenha pegado 18 pênaltis. Algumas vezes se defende, às vezes se bate bem e não se pega: basta, essa é a verdade! Se depois alguém quer criar lendas que não tem fundamento, pode-se fazer isso também”, afirmou Buffon.
O goleiro ainda não concordou quando questionado se sua atuação na disputa por pênaltis foi uma espécie de redenção. “Não, minha redenção não é essa. A minha alegria é ter vencido junto a esse grupo fantástico, composto por 23 elementos e um staff técnico de primeira grandeza”, respondeu.
Neste domingo, a Itália venceu o Uruguai nos pênaltis por 3 a 2 depois do empate por 2 a 2 no tempo normal e por 0 a 0 na prorrogação, conquistando o terceiro lugar da Copa das Confederações. O goleiro uruguaio Fernando Muslera defendeu a cobrança de Mattia De Sciglio. Já Buffon impediu os gols de Forlán, Cáceres e Gargano e mesmo assim não encontrou muitos motivos para sorrir.
“Não consigo nem sorrir, não consigo entender na Itália o que se queira. Penso que sou o único goleiro na historia italiano que pegou um pênalti tanto em um Mundial quanto em uma Eurocopa”, disparou Buffon.
O goleiro recebeu críticas por não ter defendido nenhuma das sete cobranças da Espanha na semifinal da Copa das Confederações, perdida pela Itália na última quinta-feira, no Estádio Castelão, na disputa de pênaltis. Na ocasião, houve empate por 0 a 0 na prorrogação e no tempo normal. O único jogador a errar sua cobrança foi o zagueiro italiano Leonardo Bonucci, que mandou a bola por cima do travessão.
“Não sei o que vocês querem, mesmo porque contra a Espanha não é que o outro goleiro (Iker Casillas) tenha ido muito bem e tenha pegado 18 pênaltis. Algumas vezes se defende, às vezes se bate bem e não se pega: basta, essa é a verdade! Se depois alguém quer criar lendas que não tem fundamento, pode-se fazer isso também”, afirmou Buffon.
O goleiro ainda não concordou quando questionado se sua atuação na disputa por pênaltis foi uma espécie de redenção. “Não, minha redenção não é essa. A minha alegria é ter vencido junto a esse grupo fantástico, composto por 23 elementos e um staff técnico de primeira grandeza”, respondeu.
Neste domingo, a Itália venceu o Uruguai nos pênaltis por 3 a 2 depois do empate por 2 a 2 no tempo normal e por 0 a 0 na prorrogação, conquistando o terceiro lugar da Copa das Confederações. O goleiro uruguaio Fernando Muslera defendeu a cobrança de Mattia De Sciglio. Já Buffon impediu os gols de Forlán, Cáceres e Gargano e mesmo assim não encontrou muitos motivos para sorrir.
Os espanhóis ganharam a disputa de penalidades por 7 a 6; o único a errar foi o zagueiro Bonucci, que isolou sua cobrança. Jesús Navas converteu a cobrança decisiva para a Espanha, que também teve gols de Xavi, Iniesta, Piqué, Sergio Ramos, Mata e Busquets. Já os italianos que marcaram foram Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco, Pirlo e Montolivo.
A final da Copa das Confederações, Brasil x Espanha, está marcada para as 19h (de Brasília) deste domingo, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Já a derrotada Itália enfrentará o Uruguai na decisão de terceiro lugar, também no domingo, às 13h (de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador.
O jogo
A Itália entrou com um forte esquema de marcação para segurar a Espanha: três zagueiros, dois alas, uma linha de quatro meio-campistas e apenas Gilardino à frente. E o time de Cesare Prandelli contou ainda com o forte apoio da torcida em Fortaleza, que vaiava a troca de passes espanhola e se incendiava quando os italianos tentavam um ataque.
A Espanha dominou a posse de bola como de costume, mas não conseguiu penetrar na retaguarda italiana. E os tetracampeões mundiais, por sua vez, assustavam no contra-ataque, com Pirlo tendo liberdade para fazer lançamentos. Aos 17min, ele encontrou Maggio em batida de escanteio, mas Casillas defendeu a cabeçada.
Melhor em campo, a Itália parava as investidas espanholas e contragolpeava em velocidade, com Giaccherini perigoso pela ala esquerda. Aos 36min, ele deu linda bola para a chegada de Maggio, que cabeceou para defesa salvadora de Casillas. Com 42min, novamente Giaccherini avançou com liberdade e foi travado por Piqué; na sobra, De Rossi chutou forte e Casillas espalmou.
A Espanha só chegou com perigo uma única vez no primeiro tempo: com 37min, Torres recebeu de Xavi, girou para cima de Barzagli e bateu cruzado, para fora. Muito pouco para os campeões mundiais, que saíram vaiados para o intervalo.
A Itálai voltou com uma mudança para o segundo tempo: Montolivo no lugar de Barzagli, deslocando De Rossi para a zaga. A Espanha subiu o ritmo e chegou logo aos 3min pela esquerda, com Iniesta, que tabelou com Alba e chutou mal, para fora. Logo depois, a primeira troca espanhola: Silva deu lugar ao rápido Jesús Navas.
Aos poucos, a Espanha passou a criar chances. Com 13min, Torres serviu Navas, que bateu cruzado para defesa segura de Buffon. Cinco minutos depois, Iniesta dominou na esquerda, se livrou de três marcadores e bateu torto da entrada da área, para fora. A Itália respondeu aos 23min, com chegada perigosa de Maggio direita, que resultou em Piqué travando o chute de Marchisio no último instante.
A partir da metade do segundo tempo, o ritmo do jogo caiu consideravelmente, com os dois times tendo dificuldades físicas no calor de Fortaleza. Os técnicos mexeram: a Itália colocou Aquilani no lugar de Marchisio, e a Espanha apostou em Mata na vaga de Pedro. Aos 39min, nova chance espanhola: Torres serviu Navas, que cruzou para o meio da área, mas a finalização de Piqué subiu demais. As equipes não tiveram mais forças para criar, e a partida se encaminhou para o tempo extra.
Prorrogação
Com Giovinco no lugar de Gilardino, a Itália ficou sem centroavante e assustou logo aos 3min: após cruzamento da direita, Giaccherini pegou de primeira e acertou uma bomba na trave. A Espanha respondeu colocando o volante Javi Martínez para jogar de centroavante no lugar de Fernando Torres, e perdeu grande chance quando Piqué chutou por cima após sobra de escanteio.
Com o jogo totalmente aberto, a Espanha passou a sobrar fisicamente. O time teve outra oportunidade com Alba, que recebeu lindo passe de Iniesta e bateu por cima. No segundo tempo, de novo os ibéricos assustaram, quando Mata dominou na entrada da área e bateu forte, para fora. E aos 9min, Xavi soltou a bomba e Buffon defendeu esquisito, contando com a ajuda da trave para não levar o gol.
No último minuto, após grande jogada de Iniesta, Navas cruzou e Martínez tentou de letra, mas furou a finalização. Não havia mais tempo para a bola rolar, e a decisão foi para os pênaltis. Coube a Bonucci errar sua cobrança, e Jesús Navas converteu em seguida para mandar a Espanha à aguardada decisão contra o Brasil.
A vitória também passou pela mão esquerda de Júlio César, que pegou pênalti cobrado por Forlán, e por Fred, autor do primeiro gol. Mas a Seleção Brasileira, que aguarda Itália ou Espanha para o domingo, precisou se desdobrar. Cavani marcou um em dia de falhas de David Luiz e Thiago Silva, e por pouco não fez mais um. O presente para os mais de 54 mil torcedores, porém, estava guardado para o fim. Na cabeçada de Paulinho.
A Seleção Brasileira agora fica no aguardo pelo que ocorrerá na tarde quinta-feira na Arena Castelão, em Fortaleza, com italianos e espanhóis. Mas já sabe: no domingo, estará em campo no Maracanã para tentar seu quarto título da Copa das Confederações.
Com instinto matador, Fred dá alívio ao Brasil depois de sofrimento inicial
Vaias estridentes para Diego Forlán. Foi assim que o Mineirão tentou ajudar Júlio César, aos 15min do primeiro tempo, depois de David Luiz praticar um golpe de judô sobre Diego Lugano na grande área brasileira. Enrique Osses, árbitro chileno sobre quem os uruguaios colocaram pressão na véspera da semifinal, não titubeou. Apontou para a marca do cal. Mas Júlio não estava sozinho: deu um passo para a frente, pulou até o máximo que conseguiu de seu canto esquerdo e, também de mão esquerda, botou para escanteio.
Para um Brasil que jamais havia saído em desvantagem na Copa das Confederações, ter sido vazado por Forlán poderia mexer com o equilíbrio do time, mas não ocorreu. Mas a Seleção Brasileira não conseguia jogar contra um Uruguai de marcação eficiente entre as duas intermediárias do campo. A primeira finalização minimamente perigosa surgiu aos 27min, mas Hulk colocou longe do travessão.
À essa altura, o torcedor presente ao Mineirão, e atleticano, pedia Bernard. O grito veio logo depois de Forlán, da entrada da área, colocar de perna esquerda próximo ao gol defendido por Júlio César. A tônica do jogo, independente dos dois lances, era de marcação. Arévalo Rios acompanhava Neymar por todas as partes do campo, e tentava intimidar de alguma forma. Irritar. Mas quem perdeu a linha foi Luiz Gustavo: uma pancada do volante em Cristián Rodríguez, no meio-campo, levou tensão às equipes.
Mas a Seleção Brasileira ficou leve, aliviada, aos 41min. Paulinho recebeu a bola no meio e Neymar disparou no espaço entre Maxi Pereira e Lugano: o volante ainda corintiano esticou lançamento, Neymar dominou com tremenda precisão e tocou para defesa de Muslera. Mas também para Fred, que tinha o campo de ação limitado, mas seu faro de gol apuradíssimo para vencer Godín e explodir de alegria o Mineirão.
Herói da hora decisiva, Paulinho coloca Brasil na final
Um banho de água fria, decepção para a torcida brasileira que ainda celebrava a vantagem no placar quando o segundo tempo começou. Já aos 3min, Luis Suárez persistiu na grande área, David Luiz hesitou ao tentar afastar a bola sem a força devida e Thiago Silva, disciplicente, entregou nos pés de Cavani. O matador uruguaio mandou de perna esquerda no cantinho de Júlio César. Ele se esticou como no pênalti, mas não chegou.
A Seleção Brasileira não se abalou de forma profunda pelo gol sofrido, mas também continuou sem encontrar seu jogo. Hulk, muito mal, ainda tentou em boa cobrança de falta, mas Muslera pegou. Dois escanteios seguidos, um deles concluído com perigo por Suárez, evidenciaram a dificuldade do time de Luiz Felipe Scolari.
O treinador, então, arriscou um certo golpe de sorte e apostou na idolatria dos atleticanos, e mineiros, por Bernard. A solução natural seria recorrer a Lucas, mas Felipão se saiu bem. O Brasil equilibrou e teve boas chegadas com Fred, Neymar e Luiz Gustavo, todas com a participação de Bernard.
O Uruguai assustou, novamente com Cavani, em boa finalização, mas o jogo parecia morno nos minutos finais. Prevalecia, nas duas equipes, a cautela para evitar um gol inesperado. Mas os uruguaios não esperavam Paulinho. Aos 40min, Neymar cobrou escanteio da esquerda e o volante, camisa 18, saltou livre na pequena área para vencer Muslera. Para colocar o Brasil na final da Copa das Confederações.
Bernard levou a pior em dividida no treino da Seleção
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
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Bernard participava de uma atividade técnica entre os reservas da Seleção quando, em uma disputa de bola com Filipe Luís, sentiu o tornozelo. Com dificuldades até para levantar, o meia não conseguiu voltar. Segundo o departamento médico, ele sofreu uma contusão no dorso do pé direito e será reavaliado nesta terça. Não será feito exame de imagem.
O atleticano está em alta com Felipão e fez sua estreia na Copa das Confederações contra a Itália. No dia anterior, o técnico fez muito elogios ao jogador, a maior surpresa na lista apresentada para o torneio.
Nesta segunda, Bernard concedeu entrevista na qual falou sobre a sensação de jogar em casa. O jogador é um dos dois atleticanos na Seleção Brasileira e vive a expectativa de ser aproveitado no segundo tempo da semifinal contra o Uruguai, nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília), no Mineirão.
Etaeta ainda lamentou que no Taiti o esporte seja amador. A campanha no Brasil foi sofrível: três jogos em três derrotas, um gol marcado e 24 sofridos. "A dura realidade que estamos enfrentando, entre o futebol profissional e o nosso, nos faz dar conta dessa diferença abismal. Estou orgulhoso do que meus jogadores vivenciaram", afirmou o técnico.
O técnico ainda fez uma previsão, sobre quando sua seleção poderia causar alguma surpresa contra um rival de expressão. "Faz 12 anos que começamos a desenvolver o futebol no Taiti e temos muito trabalho por fazer. Acho que dentro de 10 anos, pelo menos, poderemos jogador com seleções poderosas, tendo chance de algum bom resultado", garantiu Etaeta.
Na esteira do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na noite de sexta-feira, a partida em Salvador teve pouca relação com o extracampo. Não houve manifestações relevantes do povo baiano nos arredores da Arena Fonte Nova. Mesmo longe do estádio, os principais movimentos sociais não se mobilizaram como nos dois jogos anteriores.
A preocupação agora fica para Belo Horizonte, onde as manifestações seguem em ritmo muito intenso mesmo neste sábado. Na próxima quarta-feira, às 16h (de Brasília), a Seleção recebe o segundo lugar do Grupo B, provavemente o Uruguai, no Mineirão. Já a Itália vai a Fortaleza, onde deve reeditar a final da última Eurocopa contra a Espanha.
Baiano, Dante salva o primeiro tempo brasileiro
Entre a cautela com Daniel Alves e Thiago Silva, pendurados, ou oferecer mais sequência à equipe, Luiz Felipe Scolari optou pela segunda opção. Com isso, manteve 10 dos 11 titulares dos últimos três jogos. A exceção ficou por conta de Paulinho, com dores no tornozelo esquerdo e poupado para dar lugar a Hernanes. Apesar do suposto maior entrosamento, a Seleção Brasileira teve dificuldades nos primeiros 45 minutos.
O público baiano tentou empurrar, desde o Hino Nacional cantado com fervor, mas a boa marcação italiana permitiu poucas ocasiões para o time de Felipão. Com todos jogadores atrás da bola, exceto Balotelli, a Itália forçou os chutes longos como a França já havia feito em Porto Alegre.
O meio-campo brasileiro não conseguiu jogar com passes curtos para encontrar espaço e colocar velocidade. Fred, Hulk e Oscar, irreconhecíveis, redobravam a expectativa sobre Neymar, e com ele saiu o único bom lance do Brasil. Na verdade, com um bom calcanhar de Oscar, que deixou o camisa 10 em condições de finalizar, mas para fora.
Já nos acréscimos, quando o empate era quase uma certeza, o Brasil conseguiu abrir o marcador. Da esquerda, Neymar ameaçou, enganou a marcação e cobrou falta na cabeça de Fred. Buffon fez ótima defesa, mas o baiano Dante, que havia substituído David Luiz, estava atento. No rebote, fez alegria de seu povo.
Balotelli encanta, mas Neymar e Fred garantem a vitória
O jogo em Salvador foi reiniciado e o primeiro ato ficou por conta de Balotelli. A Itália jogava prejudicada: sem Pirlo (lesionado), De Rossi (suspenso), Barzagli (poupado) e ainda perdeu, na primeira etapa, Abate e Montolivo. Mas o número 9 apareceu. Buffon cobrou tiro de meta e Marcelo, perdido no meio-campo, também perdeu de cabeça. A bola veio a Balotelli, que acertou de calcanhar, e rara felicidade, uma bola infiltrada a Giaccherini. Às costas de Marcelo. Às redes de Júlio César.
O goleiro brasileiro perdeu sua invencibilidade de três jogos e mais um tempo, mas a Seleção não perdeu a cabeça. Sem uma arbitragem europeia, Neymar contou com o pouco rigor do uzbeque Ravshan Irmatov e buscou os lances individuais. Ganhou falta depois de lance com Maggio, que obstruiu a passagem com o braço. Neymar pediu a bola e colocou no canto de Buffon, mas na gaveta. O primeiro gol de falta da Seleção desde outubro de 2011. O sexto da carreira de Neymar.
A vantagem no placar incendiou a Fonte Nova e também obrigou a Itália a se soltar. Para buscar a liderança do grupo, só mesmo com a virada. E os italianos, assim, deram o que a Seleção mais gosta: espaço. Marcelo aproveitou bem e esticou para Fred. O centroavante bateu Chiellini em velocidade e também Buffon com um petardo. Marcou seu primeiro na Copa das Confederações.
Com 3 a 1 no marcador, Felipão promoveu a estreia de Bernard e deu descanso a Neymar, mas a Itália queria mais emoção. Aos 24min, escanteio bem batido provocou rebuliço na área: Luiz Gustavo fez pênalti em Balotelli, mas o lance seguiu e Chiellini, mascado, tocou no cantinho de Júlio César. A defesa brasileira reclamou, mas foi vazada novamente.
Já nos minutos finais, Fred marcou novamente. Após bola roubada no ataque, Bernard tocou para Marcelo, que bateu fraco da entrada da área; Buffon falhou e soltou a bola para o meio da área, e o centroavante da Seleção completou para as redes.
Neymar voltou a marcar um belo gol e garantiu a vitória do Brasil
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
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Neymar, que fez mais um gol de sem pulo no início do jogo e deu a assistência para o gol de Jô no final, comandou atuação dominante da Seleção Brasileira. Mas esbarrou em finalizações imprecisas e em boas defesas do goleiro Corona. Mesmo assim, o Brasil conquistou seu terceiro triunfo consecutivo, e também o terceiro sem sofrer gols. De quebra, encaminhou a passagem para as semifinais da Copa das Confederações.
Com 6 pontos e na liderança do Grupo A, a Seleção Brasileira só fica de fora da próxima fase com uma improvável combinação de resultados. Ainda nesta quarta, grudará os olhos em Itália x Japão e, apenas em caso de vitória japonesa, não terá a vaga assegurada. Mesmo assim, com quatro gols de saldo positivo, corre poucos riscos. A participação na primeira fase se encerra no sábado, contra a Itália, em Salvador.
Hino Nacional em coro embala início fulminante e Seleção supera o México
O encanto brasileiro no Estádio do Castelão começou antes de a bola rolar, mas os jogadores já estavam em campo. Perfilados, se abraçaram quando o Hino Nacional começou a tocar nos altos falantes. Cantaram com a mesma emoção que brotava das arquibancadas. Até mesmo quando o serviço de som parou, o torcedor cearense, e brasileiro, seguiu até o fim. Até o "Pátria Amada Brasil". Emblemático.
A sensível evolução do Brasil nos últimos jogos ganhou um novo combustível. A Seleção foi ao jogo com motivação, ordem e se impos. Antes de o placar ser aberto aos 9min, já eram três boas oportunidades criadas na área mexicana. Com Fred e Neymar, com Marcelo e, depois, com gol anulado de Oscar por conta de impedimento.
O domínio brasileiro era evidente e precisava se traduzir no marcador, uma missão destinada a Neymar. A Seleção progrediu em toques curtos pela direita: de Paulinho para Hulk, dele para Dani Alves e do cruzamento dele para Fred. A bola espirrada se destinou aos pés do camisa 10. E Neymar novamente honrou o número que tem às costas. Ajeitou o corpo e fuzilou, sem deixar cair no chão, com a perna esquerda. Corona nem tinha o que fazer.
O Brasil continuou sua imposição técnica até os 25min. Criou dois lances belíssimos: no primeiro, Daniel Alves costurou a marcação dentro da área e tentou vencer o goleiro mexicano na cavadinha - mas ele conseguiu impedir o gol com um leve toque. Pouco depois, uma pintura de Neymar quase morreu nas redes. Fred passou em contragolpe e o camisa 10 ajeitou com o peito, em velocidade, e ali já venceu a marcação. Arrancou e de pé esquerdo - como no gol - desferiu o golpe, mas por cima.
Os mexicanos se ressentiram da formação cautelosa de José Manuel de la Torre para tentar reagir. Giovani dos Santos, Chicharito Hernández e Guardado pouco conseguiram criar, ainda que com um domínio territorial na segunda parte da primeira etapa. Os únicos dois sustos foram impostos em vacilos defensivos de Marcelo. Em um deles, Mier chutou com força rente ao poste de Júlio César.
As cartas no segundo tempo continuaram sendo dadas por Neymar, que saiu da ponta esquerda para jogar no centro. Embalado pelo público que empurrava a Seleção Brasileira, ele participou diretamente de três ótimas jogadas que não viraram gol. Primeiro ao servir Hulk por elevação, em bonita tabela que o companheiro desperdiçou. Depois, ao levar Salcido na velocidade e chutar para fora. Por fim, Paulinho arrancou do meio, deixou três para trás e serviu Neymar. Corona pegou.
No final, ainda deu tempo para uma pintura de Neymar. O atacante passou como quis por dois marcadores na esquerda da área e serviu Jô, deixando o centroavante na boa para balançar as redes.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 x 0 MÉXICO
Gol: Neymar, aos 9min do primeiro tempo, e Jô, aos 47min do segundo tempo
BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho e Luiz Gustavo; Hulk (Lucas), Oscar (Hernanes) e Neymar; Fred (Jô)
Treinador: Luiz Felipe Scolari
MÉXICO: Corona; Mier, Rodríguez, Moreno e Torres (Barrera); Flores (Herrera), Torrado, Salcido e Guardado; Giovani dos Santos; Chicharito Hernández
Treinador: José Manuel de la Torre
Cartão amarelo
BRASIL: Thiago Silva
MÉXICO: Guardado
Árbitro
Howard Webb (Inglaterra)
Público total
60793 torcedores
Local
Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
A Esánha venceu o Uruguai neste domingo com uma boa atuação, principalmente no primeiro tempo, quando Pedro e Soldado marcaram para os espanhois. O Uruguai conseguiu diminuir no final da partida com Luis Suárez, mas a reação parou por aí
Foto: Marcelo Pereira / Terra
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Com sete jogadores do Barcelona em campo, o time espanhol manteve a característica de posse de bola e controlou totalmente o ritmo da partida. O goleiro Casillas mal foi ameaçado e pouco teve que trabalhar durante os 90 minutos, enquanto o Uruguai, mesmo com os atacantes Cavani e Suárez em campo, mais correu atrás da bola do que jogou.
Com a vitória, a Espanha chega a três pontos e lidera o Grupo B, deixando o Uruguai na lanterna temporária. A outra partida da chave nesta primeira rodada é entre Nigéria e Taiti, que se enfrentam às 16h (de Brasília) desta segunda-feira, no Mineirão.
O técnico Vicente del Bosque surpreendeu ao escalar um centroavante fixo – e mais ainda por escolher Roberto Soldado para a função, deixando no banco os mais badalados David Villa e Fernando Torres. E logo aos 4min, após período de domínio total da Espanha, Soldado quase abriu o marcador: Alba cruzou da esquerda e a bola passou com perigo na frente do atacante na área.
Recuado, o Uruguai tentava em vão recuperar a bola e apostar em um contra-ataque. A Espanha trocava passes à vontade e ameaçava os sul-americanos. Aos 10min, Alba tocou para o meio, Iniesta fez o corta-luz e a bola chegou a Fabregas, que acertou a trave da entrada da área. Cinco minutos depois, após tabela espanhola, Iniesta chutou de fora, sem assustar o goleiro Muslera.
O gol enfim saiu aos 20min. Após escanteio mal afastado da área uruguaia, Pedro emendou de primeira; a bola rebate na canela de Lugano e enganou Muslera. A torcida no Recife, que ensaiava vaias quando a Espanha trocava passes na defesa, ficou mais acesa. E o Uruguai teve sua primeira chance aos 28min: Suárez levantou na área em cobrança de falta e Cavani raspou de cabeça, mas Casillas segurou firme.
Mas pouco adiantou. A Espanha seguiu dominante e ampliou aos 31min: Fabregas conduziu a bola pelo meio, fez fila e deu um lindo passe para deixar Soldado na cara do gol. O centroavante dominou e bateu firme na saída de Muslera: 2 a 0. O terceiro só não veio aos 37min por causa de uma defesa de reflexo do goleiro uruguaio, após desvio à queima-roupa de Piqué. O primeiro tempo foi todo espanhol.
A segunda etapa não começou diferente. Enquanto a Espanha trocava passes e avançava facilmente pelo campo, o Uruguai corria atrás da bola e não conseguia chegar à área. Sem ser incomodado, o ímpeto espanhol foi caindo gradativamente, fazendo o tempo passar e não deixando a equipe sul-americana ter posse de bola.
O Uruguai começou a chegar mais forte nas divididas, mas a Espanha seguia soberana. Aos 18min, Pedro teve chance dentro da área após jogada pela esquerda, mas chutou torto, para fora. Tabárez tentou a reação colocando dois jogadores ofensivos em campo: o meia Lodeiro e o atacante Forlán, nos lugares dos volantes Pérez e Gargano.
Os uruguaios passaram a ver mais a bola a partir da metade do segundo tempo, mas ainda nada que pudesse ameaçar o tranquilo Casillas no gol da Espanha. Aos 29min, Rodríguez arrancou pela esquerda e arriscou de longe, mas errou o alvo. No fim, o Uruguai conseguiu diminuir na bola parada: aos 43min, Suárez bateu falta com perfeição sobre a barreira e acertou o ângulo de Casillas. Mas não havia mais tempo para uma reação.
FICHA TÉCNICA
Espanha 2 x 1 Uruguai
Gols
Espanha: Pedro, aos 20min, e Soldado, aos 31min do 1º tempo
Uruguai: Suárez, aos 43min do 2º tempo
Espanha: Casillas; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Alba; Busquets e Xavi (Martínez); Pedro (Mata), Fabregas (Cazorla) e Iniesta; Soldado. Técnico: Vicente del Bosque
Uruguai: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín e Cáceres; Pérez (Forlán), Gargano (Lodeiro) e Cristian Rodríguez; Gastón Ramírez (Álvaro González); Suárez e Cavani. Técnico: Óscar Tabárez
Cartões amarelos
Espanha: Piqué e Arbeloa
Uruguai: Cavani e Lugano
Árbitro
Yuichi Nishimura (Japão)
Local
Arena Pernambuco, Recife (PE)
"Acho que, aqui, vamos conseguir melhorar nosso futebol. A maioria das seleções joga pelo prazer e eu sou profissional. Querem aprender muito, progredir e melhorar seu futebol. Não queremos ser ridículos, queremos mostrar que nosso futebol tem um papel a exercer e podemos mostrar isso", afirmou Marama Vahirua, 33 anos, o único profissional do elenco que foi derrotado por 7 a 0 pelo time Sub-20 do Chile e por 1 a 0 por reservas do América-MG, em duelos preparatórios.
O atacante atua pelo modesto Panthrakikos, da Grécia, e sempre foi jogador profissional. Passou pelos franceses Nantes, Nancy, Loriente, Nice e Monaco antes de chegar ao futebol grego, sempre atuando na Europa. O único de toda delegação taitiana que está em Belo Horizonte para a estreia na Copa das Confederações. Os demais 22 jogadores têm empregos paralelos à pratica amadora no futebol: há professores, entregadores, motoristas e até alpinista.
"Sou o único profissional no Taiti e tentei trazer a experiência nesse nível. Nunca vivenciei isso, é tudo novo, será a primeira vez para mim também. Estou tentando não ser tímido, pois será uma primeira experiência para nós, temos que manter a calma", definiu Marama, emocionado por dar a maior entrevista da vida.
O Taiti conquistou a vaga na Copa das Confederações após vencer de forma surpreendente a Copa da Oceania, batendo a Nova Caledônia na decisão. Assim, é o único time quase que inteiramente amador da competição, que conta com países tradicionais no futebol como Brasil, Espanha, México, Japão, Uruguai, Itália e Nigéria, esta a primeira rival dos taitianos no torneio.
"Os nigerianos são rápidos e fortes, e o futebol africano evoluiu muito. Hoje os africanos estão preparados, jogam em ligas europeias e alguns são fortes demais, os respeito muito, pois são humildes, pessoas que trabalham duro e eu aprecio isso", analisou Marama. O confronto envolvendo Taiti e Nigéria ocorre nesta segunda, às 16h (de Brasília), no Mineirão.
Na noite da última sexta-feira (14), durante exibição do Jornal Nacional, William Bonner empurrou um contra-regra. A atração, que era exibida de um estúdio montado próximo ao estádio Mané Garrincha, em Brasília - local onde é realizada a abertura da Copa das Confederações neste sábado, com jogo entre Brasil e Japão - já estava em seu quinto bloco quando o apresentador, para evitar a aparição de um funcionário que queria ajeitar a lapela do convidado e narrador Galvão Bueno, empurrou o homem.
Além disso, Bonner também teve problemas com os discursos longos de Galvão e tentou por duas vezes cortar o narrador por causa do tempo do programa no ar. Depois da exibição do jornal global, a sequência gravada logo foi parar no Youtube e virou motivo de comentários entres os usuários de redes sociais como Twitter e Facebook.
A expressão "Vaiaram a Dilma' e a hashtag #chupaDilma foram usadas para comentar o assunto, e os internautas se dividiram entre apoio e repúdio à atitude dos torcedores que foram ao estádio para assistir a partida Brasil x Japão.
"Não estraguem a Copa das Confederações. Se estão lá para vaiar e continuar com os protestos, que fiquem na rua e não estraguem o espetáculo!", criticou @Tyyko. "Que feio ficar vaiando a Dilma. Mesmo que não gostem dela, é a abertura da Copa das Confederações, pô", reclamou @rafabombazaro.
O ato, no entanto, ganhou o apoio de outros internautas, que riram e ironizaram a presidente. "Se vaiaram a Dilma, já podem mudar o nome para Copa das Conscientizações", escreveu @WonderBoylieber. "Por mim o Brasil pode perder de 5 a 1 que eu não estou nem aí, porque o melhor do jogo foi quando vaiaram a Dilma. Inclusive podia ter reprise", postou @breathhddl.
A cinco dias da abertura da Copa das Confederações, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, garantiu nesta segunda-feira que o País tem condições de oferecer segurança aos espectadores do torneio. Na avaliação do ministro, a Copa "já é um sucesso". "O Brasil tem adotado todas as medidas para reduzir a exposição ao risco da nossa população, dos turistas, atletas e chefes de Estado", afirmou o ministro.
"Quando se trata de grandes eventos, a preocupação é especial. Temos retrospectivas lamentáveis, como morte de atletas dentro da vila olímpica de Munique, tivemos atentados na Olimpíada nos Estados Unidos. Tivemos recentemente as mortes na maratona de Boston", lembrou.
Aldo participou no início da noite de uma grande reunião para repassar o plano operacional do governo para a Copa das Confederações. O ministro garantiu que "o governo adotou todas as providências para preparar, treinar e integrar as forças de segurança e de defesa".
Apesar de o Brasil ainda não ter legislação sobre terrorismo, Aldo disse que "não é preciso esperar que haja uma lei definindo o que seja um crime para elaborar um plano de prevenção para a possibilidade desse crime ser cometido".
No esquema de segurança de Brasília, por exemplo, os agentes policiais receberam um treinamento especial de abordagem e tiveram aulas sobre a Lei Geral da Copa, tiro defensivo e ações de combate ao terrorismo. O objetivo é que o comportamento dos policiais seja padronizado e os procedimentos não surpreendam as pessoas.
"Quando se trata de grandes eventos, a preocupação é especial. Temos retrospectivas lamentáveis, como morte de atletas dentro da vila olímpica de Munique, tivemos atentados na Olimpíada nos Estados Unidos. Tivemos recentemente as mortes na maratona de Boston", lembrou.
Aldo participou no início da noite de uma grande reunião para repassar o plano operacional do governo para a Copa das Confederações. O ministro garantiu que "o governo adotou todas as providências para preparar, treinar e integrar as forças de segurança e de defesa".
Apesar de o Brasil ainda não ter legislação sobre terrorismo, Aldo disse que "não é preciso esperar que haja uma lei definindo o que seja um crime para elaborar um plano de prevenção para a possibilidade desse crime ser cometido".
No esquema de segurança de Brasília, por exemplo, os agentes policiais receberam um treinamento especial de abordagem e tiveram aulas sobre a Lei Geral da Copa, tiro defensivo e ações de combate ao terrorismo. O objetivo é que o comportamento dos policiais seja padronizado e os procedimentos não surpreendam as pessoas.
"Não concordo (que jogou mal). Ele tem que cumprido tudo que determino a ele, joga de forma que me deixa completamente satisfeito", afirmou Felipão. Vale lembrar que Neymar ainda não marcou gols com o time principal do Brasil neste ano. Os três feitos ocorreram com a Seleção local diante de Chile e Bolívia.
No jogo deste domingo, Neymar começou a partida centralizado, mas logo passou a atuar aberto pela esquerda. Contra a Inglaterra o camisa 10 jogou mais perto de Fred pelo meio. Para Felipão, o posicionamento do atacante pode variar de partida para partida.
"Prefiro o Neymar jogando. craque tem que jogar, mas em determinado momento do primeiro tempo vimos a França com os dois centrais, três homens de meio, mais dois voltando por dentro e não tinha espaço. Pela qualidade dele, deixamos um jogador que marca mais e posiciona melhor que é o Oscar e passamos o Neymar para o lado", afirmou.
Vendido para o Barcelona há duas semanas, Neymar tem tido um ano irregular tanto com a camisa brasileira como com a da Barcelona. Sua chance de redenção será na Copa das Confederações, que terá início para o Brasil no próximo sábado, contra o Japão.


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