Aelton também explica na gravação que retribui a votação usando a verba das emendas parlamentares para favorecer os municípios onde obteve mais votos. No vídeo, o deputado federal afirma que o dinheiro só pode ser pago depois da vitória do candidato. Uma eleitora afirma que Donizete, que acabou perdendo a eleição, pagou adiantado: “O candidato Donizete pensou que já tinha ganhado a eleição. Aí ele resolveu pagar o pessoal uma semana antes porque ele ‘contou’ vitória. Eu ganhei R$ 200 no cartãozinho.” Eleitores dizem que a compra de votos é comum na região. “Dá cesta básica, dá material de construção, dá bujão de gás, dá o que pede”, diz uma aposentada. Donizete do Escritório negou as acusações e disse que “não tinha motivos” para comprar os votos, pois estava na frente nas pesquisas. Aelton, por sua vez, justificou que não sabia que estava sendo gravado. “Em reuniões fechadas, quando a gente faz com um grupo de companheiros, de repente a gente fala muita coisa que não deve, que não pode. O que eu falei ali foi em uma reunião fechada, entre companheiros, que nem gravando eu sabia que estava”, explicou. Ele afirmou que nunca comprou votos e tudo não passou de uma “brincadeira”. “Fiz alguma brincadeira, que eu sou muito de contar piada em reuniões, depois pedi desculpas no final da reunião pelo que eu tinha falado e pelas brincadeiras de mau gosto, me despedi e fui embora. Porque, quando é brincadeira, pode fazer de mau gosto, igual quando você brinca, às vezes, com a raça, com a cor de uma pessoa, você conta uma piada pesada, aquilo pode se tornar um processo”. Uma cópia do vídeo foi entregue anonimamente ao Ministério Público em Minas, que enviou o material para a Procuradoria Geral da República.


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