Era necessário o apoio de 171 deputados e 27 senadores; foram colhidas assinaturas de 192 deputados e 28 senadores. Uma vez protocolado o requerimento, ele está pronto para ser lido em sessão do Congresso, o que só deve acontecer depois do recesso branco. Os parlamentares que assinaram o requerimento têm até a meia-noite do dia da leitura em plenário para desistir e retirar o apoio. “O período do recesso branco é o tempo que precisamos para conferir as assinaturas. Retornamos em agosto com todo o gás”, afirmou Izalci.
Segundo o deputado, houve pressão do governo para que parlamentares da base aliada retirassem as assinaturas ou não apoiassem a iniciativa. Izalci contou que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, chegou a ligar para os deputados de partidos aliados pedindo que não apoiassem a medida. “O racha na base do governo contribuiu para que conseguíssemos o número de assinaturas necessárias”, afirmou.
O senador tucano Alvaro Dias (PR) afirmou que a CPMI será um teste para o governo. “A obtenção das assinaturas já é uma consequência da falta de comando do Executivo no Congresso. A CPMI terá uma grande responsabilidade. Saberemos se o Congresso ouviu o clamor das ruas. O combate à corrupção era o que mais se pedia nas manifestações”, afirmou.
O parlamentar enumerou algumas das denúncias que serão averiguadas pela CPMI. “Há indícios de que o CNPJ de empresas responsáveis por obras da Copa foi usado para obras particulares, sem relação com a Copa, para se aproveitar de isenções fiscais concedidas para esses projetos. É visível que houve superfaturamento, basta comparar os preços. Mas é preciso verificar os culpados, e isso a CPMI pode fazer com tranqüilidade”, disse Alvaro Dias.


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