BA: em debate, candidatos elegem prefeito e governador como alvos

Candidatos à prefeitura de Salvador participam de debate nesta terça-feira. Foto: Camila Cintra/Especial para Terra
Candidatos à prefeitura de Salvador participam de debate nesta terça-feiraFoto: Camila Cintra/Especial para Terra
(do Terra) O debate entre os candidatos à prefeitura de Salvador, promovido pela TV Aratu em parceira com o S8 nesta terça-feira, foi marcado por críticas dirigidas à administração atual da cidade, liderada pelo prefeito João Henrique (PP), e também ao governador do estado da Bahia, Jaques Wagner (PT). Os adversários de e Antonio Carlos Magalhaes Neto (DEM) exploraram o fato de João Henrique apoiar a candidatura do deputado federal, que refutou as tentativas de associação com o progressista. Neto, por sua vez, preferiu criticar o governo de Jaques Wagner, destacando as recentes greves da Polícia Militar e a dos professores, que ficaram 115 dias de braços cruzados. Por outro lado, deixou escapar um ataque à atual gestão afirmando que, para ter mais recursos em caixa, fará um trabalho de erradicação da corrupção e do desperdício de dinheiro público. Mário Kertész (PMDB) aproveitou as palavras de Neto e pediu explicações sobre a corrupção no governo João Henrique, cujo partido do deputado federal participou da gestão do atual prefeito. "Essa sua coisa com João Henrique está muito mal explicada. Você faz as coisas e não assume. Parece uma amante que você tem, mas ela fica escondida. É um caso de amor, isso", ironizou. Hamilton Assis (Psol) e Da Luz (PRB) provocaram os adversários a explicar por que seus partidos não reprovaram as contas de João Henrique, rejeitadas pelo Tribunal de Contas. Segundo Assis, o PT tem 23 vereadores na Câmara de Salvador e em nenhum momento agiu para dar resposta ao eleitor quanto ao assunto. Nelson Pellegrino (PT) se concentrou em fazer um paralelo entre realizações do governo do Estado e seu modelo de gestão municipal, de forma que ignorou os questionamentos a respeito da aprovação das contas de João Henrique, enquanto Neto esclareceu que o DEM não tem vereadores atualmente no parlamento. Mário Kertész, ao afirmar que seu partido, tem o presidente da Casa, Pedro Godinho, garantiu que "já fechou questão e tão logo acabe a eleição as contas serão votadas".
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