Comissão da Verdade deve fazer audiências sigilosas, diz Dipp

(do Terra) Durante o trabalho de investigação,
a Comissão Nacional da Verdade
deve fazer algumas audiências
sigilosas. A medida, segundo o
coordenador da comissão, ministro
Gilson Dipp, é para preservar os
depoentes e necessária para o
trabalho do grupo. Ele negou que
exista um termo de sigilo exigido
das pessoas que prestarem
depoimentos.
"Não podemos desperdiçar uma
oportunidade de se atingir a
verdade pelo simples fato de
divulgar imediatamente aquilo à
sociedade. Fica a critério dele (o
depoente) informar ou não (o que
disse ao grupo). Não existe termo
de sigilo", disse.
Uma lista com o nome das pessoas
que devem ser ouvidas pela
comissão está sendo elaborada. De
acordo com Dipp, o depoimento de
algumas delas será sigiloso, pois a
lei permite que isso ocorra. "Vamos
tomar depoimento sigiloso, mas ele
vai dar vários indícios de onde
podemos procurar informações
mais detalhadas".
Para o ex-ministro da Justiça e
membro da comissão José Carlos
Dias, as informações devem ser
mantidas em sigilo enquanto a
Comissão da Verdade estiver
investigando. "Não acredito em
investigação de portas abertas. A
investigação leva sempre à
necessidade de respeitar o sigilo".

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