Milhares de portugueses protestam contra medidas de austeridade

(do Terra) Milhares de pessoas voltaram a sair às ruas em Portugal neste sábado, convocadas pelo maior sindicato luso, para protestar pelas medidas de austeridade aprovadas pelo governo a fim de cumprir as condições do resgate financeiro. O protesto, convocado pela Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP, de orientação comunista), começou na Praça Marquês de Pombal e avançou pela Avenida Liberdade, uma das vias nevrálgicas de Lisboa. A CGTP demonstrou assim mais uma vez seu poder de convocação - apesar de ter reunido em Lisboa um número inferior de manifestantes que em outras ocasiões - apenas uma semana após reunir milhares de pessoas no Porto, no norte do país. Desde que Portugal solicitou a ajuda financeira da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), o maior sindicato luso - com mais de 600 mil filiados - intensificou sua rejeição à política de ajustes realizada pelo Executivo. Ao significativo corte do gasto público com o objetivo de reduzir o déficit se soma a recessão econômica - no ano passado o PIB luso caiu 1,6% e para este ano se estima um descenso de 3% - e a elevada taxa de desemprego, que já se situa acima de 15%. Para manifestar sua rejeição à política do Executivo conservador luso, o Partido Comunista anunciou na sexta-feira no Parlamento que apresentará uma moção de censura, embora pareça mais que improvável que siga adiante pela maioria com a qual contam social-democratas e democratas-cristãos, que governam em coalizão. A CGTP anunciou hoje a convocação de um novo ato de protesto para o dia 22 de junho, que estará protagonizado neste caso pelos funcionários públicos e será realizado justo quando se completa o primeiro aniversário da posse do Executivo conservador.
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