(do Terra) O custo das obras de compensação do trânsito gerado pelo futuro shopping Iguatemi JK, na zona sul de São Paulo, devem chegar a R$ 97 milhões, segundo a construtora W Torre. De acordo com a empresa, as compensações previstas pela lei municipal dos "polos geradores de tráfego" incluem a construção de uma quarta faixa adicional na avenida Marginal Pinheiros, uma ciclovia, um viaduto e uma passarela, exigências para a emissão do documento que libera o funcionamento, e somam R$ 42 milhões. As obras já realizadas somam R$ 55 milhões. A prefeitura informou que realiza um estudo para avaliar a possibilidade de liberar o funcionamento de algumas partes do centro de compras mesmo antes das obras. O início do funcionamento estava previsto para abril, mas ações na Justiça criaram um impasse que impede a inauguração. O valor das obras correspondem ao que será gasto com a duplicação da avenida Beira-Rio outras obras na avenida Padre Cacique, redondezas do estádio do Internacional, para receber a Copa do Mundo em Porto Alegre. Um depósito de R$ 84 milhões (o dobro do valor da obra a ser entregue) foi feito pela empresa para garantir a realização das obras que faltam e garantir a emissão do Termo de Recebimento e Aceitação Parcial (Trap), que autorizaria a W Torre a solicitar junto à Subprefeitura de Pinheiros a abertura das lojas, o que ainda não aconteceu. Estudo da secretaria Municipal de Transportes estima em 3,2 mil os veículos no horário de pico da tarde, entre as 18h e as 19h. A W Torre contesta estes números e afirma que no máximo 500 veículos devem ser atraídos neste horário. A discussão sobre a liberação do shopping provocou o Ministério Público Estadual a rever as exigências para obras de compensação exigidas pela prefeitura a outros 18 shopping centers da capital. As obras compensatórias devem ser concluídas antes da abertura ou ampliação das áreas para minimizar o impacto no tráfego que causam no entorno. Foram abertos 17 inquéritos civis e outros dois processos para investigar os shoppings e suas concessões na prefeitura. De acordo com o MP, oito dos investigados operam sem o Termo de Recebimento e Aceitação Definitivo (Trad), documento emitido pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para os que fizeram obras para mitigar o impacto do trânsito. Sem o documento, eles não poderiam ter alvará de funcionamento. Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), a capital paulista tem 52 estabelecimentos considerados shoppings. Integrante da força-tarefa do MP, que vai juntar os esforços de seis promotores, José Carlos de Freitas afirmou que cada caso será analisado e que a emissão do alvará de funcionamento pelas subprefeituras dos estabelecimentos que são alvo da investigação tem indícios do famoso "jeitinho". "É um ato de 'generosidade' a expedição dos alvarás de funcionamento e os certificados de conclusão sem a documentação exigida", disse.
SP: obras para liberar shopping de luxo devem chegar a R$ 97 mi
(do Terra) O custo das obras de compensação do trânsito gerado pelo futuro shopping Iguatemi JK, na zona sul de São Paulo, devem chegar a R$ 97 milhões, segundo a construtora W Torre. De acordo com a empresa, as compensações previstas pela lei municipal dos "polos geradores de tráfego" incluem a construção de uma quarta faixa adicional na avenida Marginal Pinheiros, uma ciclovia, um viaduto e uma passarela, exigências para a emissão do documento que libera o funcionamento, e somam R$ 42 milhões. As obras já realizadas somam R$ 55 milhões. A prefeitura informou que realiza um estudo para avaliar a possibilidade de liberar o funcionamento de algumas partes do centro de compras mesmo antes das obras. O início do funcionamento estava previsto para abril, mas ações na Justiça criaram um impasse que impede a inauguração. O valor das obras correspondem ao que será gasto com a duplicação da avenida Beira-Rio outras obras na avenida Padre Cacique, redondezas do estádio do Internacional, para receber a Copa do Mundo em Porto Alegre. Um depósito de R$ 84 milhões (o dobro do valor da obra a ser entregue) foi feito pela empresa para garantir a realização das obras que faltam e garantir a emissão do Termo de Recebimento e Aceitação Parcial (Trap), que autorizaria a W Torre a solicitar junto à Subprefeitura de Pinheiros a abertura das lojas, o que ainda não aconteceu. Estudo da secretaria Municipal de Transportes estima em 3,2 mil os veículos no horário de pico da tarde, entre as 18h e as 19h. A W Torre contesta estes números e afirma que no máximo 500 veículos devem ser atraídos neste horário. A discussão sobre a liberação do shopping provocou o Ministério Público Estadual a rever as exigências para obras de compensação exigidas pela prefeitura a outros 18 shopping centers da capital. As obras compensatórias devem ser concluídas antes da abertura ou ampliação das áreas para minimizar o impacto no tráfego que causam no entorno. Foram abertos 17 inquéritos civis e outros dois processos para investigar os shoppings e suas concessões na prefeitura. De acordo com o MP, oito dos investigados operam sem o Termo de Recebimento e Aceitação Definitivo (Trad), documento emitido pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para os que fizeram obras para mitigar o impacto do trânsito. Sem o documento, eles não poderiam ter alvará de funcionamento. Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), a capital paulista tem 52 estabelecimentos considerados shoppings. Integrante da força-tarefa do MP, que vai juntar os esforços de seis promotores, José Carlos de Freitas afirmou que cada caso será analisado e que a emissão do alvará de funcionamento pelas subprefeituras dos estabelecimentos que são alvo da investigação tem indícios do famoso "jeitinho". "É um ato de 'generosidade' a expedição dos alvarás de funcionamento e os certificados de conclusão sem a documentação exigida", disse.


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