Dois jogadores egípcios dizem que vão largar o futebol após tragédia


(do UOL) Dois jogadores do Al Ahly anunciaram que vão largar o futebol depois de terem testemunhado de perto a tragédia no estádio de Port Said, a 200 km do Cairo.

Corpo de uma das 74 vítimas é colocado no Cairo; clique na imagem e veja galeria da tragédia 
Ao menos 74 pessoas morreram após o término do confronto entre o clube da capital egípcia e o Al Masry, que venceu por 3 a 1. Torcedores brigaram no gramado e na arquibancada e chegaram a agredir atletas e comissão técnica do time visitante.

Mohamed Aboutrika e Mohamed Barakat afirmaram para a TV Al Ahley que eles largariam o futebol logo após o episódio.

"Eu não vou jogar futebol de novo, afirmou Aboutrika. Já Barakat disse que "não haverá mais futebol depois de hoje".

Já Emad Moteab disse que não jogará "em retribuição as pessoas que morreram", mas deixando em aberto a possibilidade de continuar jogando pela equipe do Cairo.

Aboutrika criticou os seguranças e policiais que estavam no estádio. Segundo ele, ninguém fez nada para impedir o avanço dos torcedores do Al Masry que atacaram com facas e pedras. "Foi uma guerra", afirmou Aboutrika.

Os clubes, e principalmente suas torcidas, têm uma longa rivalidade e histórico de confusão.

Segundo a agência de notícias Associated Press, os torcedores da casa começaram a jogar pedras e garrafas sobre os rivais e feriram também os jogadores do Al Ahly.

Fora de campo, o primeiro-ministro egípcio Kamal al-Ganzuri anunciou nesta quinta-feira a destituição dos dirigentes da federação de futebol do país, além da renúncia do governador de Port Said, após os atos de barbárie que terminaram com 74 mortos.
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