Ministério do Esporte assinou novo contrato com ONG de PM mesmo após constatar irregularidades, diz jornal

Nem depois de reconhecer a
constatação de “irregularidades
graves” em um convênio com a ONG
do policial militar João Dias Ferreira,
pivô das recentes acusações de
corrupção contra o Ministério do
Esporte, a pasta de Orlando Silva
desistiu de fazer um novo contrato
com a instituição. É o que aponta o
jornal "O Estado de S. Paulo" em
matéria publicada nesta quarta-feira
(19).
Segundo a reportagem, a assinatura
do novo contrato se deu pouco mais
de seis meses após o Ministério do
Esporte concluir que foram feitos
desvios no convênio anteriormente
firmado com a Federação Brasiliense
de Kung Fu (Febrak), então
comandada por Dias Ferreira.
O policial militar foi quem denunciou
à revista "Veja" um esquema de
propina que envolvia o programa
Segundo Tempo. Dias Ferreira chega
a afirmar que Silva teria recebido
dinheiro desviado do programa na
garagem do ministério, este entregue
por um funcionário do PM. Além
disso, a quantia destinada a
atividades esportivas para 15 mil
crianças e jovens teria sido quase
inteiramente desviada.
Os desvios provocaram a prisão de
Dias Ferreira em abril de 2010.
Segundo o Ministério Público Federal,
o montante desviado chega a R$ 4
milhões. À época da assinatura do
primeiro convênio, o PM era
candidato a deputado distrital pelo
PCdoB, partido de Silva Júnior e
também do então Ministro do
Esporte, Agnelo Queiroz, atualmente
no PT.
Ainda de acordo com a reportagem
do jornal, as propriedades de Dias
Ferreira mostram sinais de seu
enriquecimento. Na garagem da
residência do PM em Sobradinho
(DF), há cinco carros de luxo, entre
eles uma BMW conversível, um
Camaro 2011 e um Volvo C30, que,
juntos, valem cerca de R$ 700 mil.

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