Governo da Turquia confirma magnitude de 7,2 graus e vítimas no terremoto



(do UOL) Istambul, 23 out (EFE).- O terremoto de 7,2 graus de magnitude que atingiu neste domingo o leste da Turquia causou mortes, confirmou há pouco o Governo do país.

Em comunicado, o escritório do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, admite desconhecer a real dimensão dos danos e o número de vítimas, devido às dificuldades das equipes de resgate de chegar aos povoados da região afetada pelo terremoto.

O Centro Sismográfico Kandilli de Istambul, o mais importante da Turquia, indiciou que o terremoto ocorrido às 8h41 (de Brasília) teve magnitude de 7,2 graus na escala Richter, elevando a magnitude da estimativa inicial de 6,6 graus.

Em declarações à emissora "NTV", o prefeito do distrito de Ercis, Zülfikar Arapoglu, afirmou que há "mortos e feridos" e pediu ajuda urgente. A TV "CNN Türk" disse que há, ao menos, 50 feridos.

O prefeito de Van, Bekir Kaya, fez um chamado para que as pessoas mantenham a tranquilidade dentro do possível devido ao pânico gerado pelo terremoto.

As ruas estão congestionadas porque todos os moradores querem deixar ao mesmo tempo a região, dificultando a chegada das ambulâncias.

Kaya reconheceu que vários prédios desmoronaram na capital da província (estado).

Segundo as TVs turcas, o aeroporto de Van também foi atingido, por isso os voos previstos para lá foram desviados para Erzurum, a 400 quilômetros.

Devido à difícil geografia do terreno, o Crescente Vermelho está tendo dificuldades para chegar aos povoados mais afetados pelo terremoto.

O vice-primeiro-ministro turco, Besir Atataly, declarou que todas as instituições do Estado estão em estado de alerta e será estabelecido um centro de coordenação em Van, para o qual irá o chefe do Governo do país, Recep Tayyip Erdogan.

O terremoto ocorreu perto da superfície e o epicentro foi no povoado de Tabanli, na província oriental de Van, na fronteira com o Irã.

Por causa da grande potência, no entanto, o tremor foi sentido em todas as províncias vizinhas e até no norte do Iraque e da Armênia.
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