O ministro Orlando Silva desmentiu
agora à Folha que vá entregar sua
carta de demissão logo mais a Dilma
Rousseff. Ele falou que ainda não
tomou essa decisão e que tudo vai
depender de uma conversa agendada
com a presidente.
"Eu vou me encontrar logo mais com
a presidenta. Não vou dar um passo
antes de falar com ela. Não vou dar
um passo que não seja orientado por
ela. Vou fazer o que a Dilma mandar."
Silva afirmou que tudo o que fez nos
últimos dias teve como inspiração
orientações da presidente.
"Vou seguir o script dela, exatamente
como estou fazendo até agora."
O ministro afirmou também que
continua tendo "total e absoluto
apoio" de seu partido, o PC do B.
Mais cedo, a direção do PC do B
afirmou que o ministro Orlando Silva
(Esporte) vai entregar o cargo nesta
quarta-feira (26).
O governo já está buscando nomes
para substituí-lo na pasta. Os cotados
para a vaga são os deputados Aldo
Rebelo (PC do B-SP ) e Luciana Santos
(PC do B-PE ) e Flávio Dino (PC do B-
MA).
A situação de Orlando se agravou
ontem (25), data em que o STF
(Supremo Tribunal Federal) iniciou,
de fato, as investigações de um
suposto envolvimento do ministro na
pasta. E após a Folha revelar que em
julho de 2006 Orlando assinou um
despacho que reduziu o valor que a
ONG do policial militar João Dias
Ferreira precisava gastar como
contrapartida para receber verbas do
governo, permitindo que o policial
continuasse participando de um
programa social do ministério.
O documento, revelado ontem pela
reportagem, foi o primeiro a
estabelecer uma ligação direta entre
Orlando e o policial, que hoje acusa o
ministro de comandar um esquema
de desvio de dinheiro público para
alimentar o caixa do PC do B.


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