Horizonte do planejamento de aeroportos é 2041 , afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou
nesta sexta ( 30) , em São Paulo, em
discurso para empresários no Exame
Fórum 2011, da revista " Exame ", que o
planejamento do governo para as
concessões de aeroportos brasileiros
tem como horizonte os anos de 2041 e
2031 .
Segundo ela , o objetivo não é
assegurar aeroportos em condições de
atender ao movimento que será
gerado pela Copa do Mundo de 2014
e pelas Olimpíadas de 2016 . " Mas não
é sobretudo para isso que o governo
federal e o setor privado têm que fazer
aeroportos. Nós temos que fazer
aeroportos para nós mesmos ",
afirmou.
"Hoje , nós estamos fazendo em três
aeroportos um planejamento para
2041 . É no horizonte de 2041 que nós
iremos fazer algumas das concessões
dos aeroportos; outras até 2031" ,
declarou , sem entrar em detalhes
quais seriam esses aeroportos. Está
prevista ainda para esta sexta -feira
(30 ), no entanto , a divulgação da
minuta dos editais de concessão dos
aeroportos de Brasília , Guarulhos e
Viracopos pela Secretaria de Aviação
Civil.
Em um discurso de improviso, a
presidente defendeu o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) e a
redução de custos para o investidor
privado. Afirmou também que o
governo faz um esforço para obter os
menores preços nas obras de
infraestrutura e que a parceria entre
os setores público e privado são um
caminho para isso. " Nós precisamos
buscar essa parceria público- privada
porque é a forma de eficientizar e
tornar mais baratoo custo dos
investimentos" , disse .
Juros
Dilma disse ter a expectativa de que a
taxa básica de juros da economia, a
Selic, entre em um ciclo declinante em
razão da "forma cautelosa" que o
Banco Central , segundo ela , está
operando.
"Nós esperamos iniciar um ciclo de
redução da taxa básica. Obviamente
isso só será possível dado as
condições internas e externas [ ... ]. Vai
baixar, se for possível . Quanto mais a
deflação ameaçar a economia mundial ,
produzindo queda dos preços, quanto
mais a situação financeira ficar grave ,
desta vez nós vamos aproveitar uma
parte , porque nós iremos levar as
condições monetárias do nosso país a
um nível que a conjuntura
internacional permitir" , afirmou.
Crise internacional
Ela disse ter "a consciência" de que a
crise internacional tem " forte poder de
contágio ", mas, segundo afirmou,
desta vez o Brasil está em " posição
diferente " devido ao nível das reservas
internacionais do país, " muito maiores
que em 2008 ".
"Sabemos que não somos uma ilha " ,
disse a presidente . Mas ressalvou que
o governo tem os elementos para
"construir as muralhas" que permitam
que a economia brasileira seja menos
atingida pela crise .
"A questão da crise e da oportunidade
se coloca diante de nós. Vai haver
redução grande da demanda por
produtos. Nós sabemos que a
instabilidade tem grande poder de
contágio . Nós temos setor financeiro
sólido e regulamentação adequada.
Além isso, temos reservas muito
maiores que em 2008 . O Brasil está em
situação muito diferente dos países
desenvolvidos , que cada vez mais tem
menos recursos fiscais. Mas não
achamos que somos uma ilha isolada
do mundo [. ..] . Nós estamos alertas."
"Crise e oportunidade , na história
internacional, sempre vieram casados -
não oportunidade para aproveitar o
sofrimento de ninguém , mas para
construir e ocupar o lugar que nós
merecemos" , completou .
Dilma ainda citou a perspectiva de um
"vale -tudo " na economia mundial em
relação ao que ela disse considerar
um " descontrole" nos mercados
financeiros de "vários países" . " Nós
não vamos temer o vale-tudo do
processo de competição internacional
nascido do fato de que os mercados
financeiros estão completamente fora
de controle em vários países e por isso
espalha prejuízos e angústia para a
maioria das nações" .
Reiterou que o país não defenderá a
"proteção pela proteção " , citando a
elevação de tributos sobre produtos
importados, sobretudo a alta do IPI
sobre automóveis , mas que quer
"lutar pela competitividade" com
investimentos internos e produção
tecnológica. "Nós não vamos, para
defender nossa competitividade, nem
achatar salários, nem precarizar o
mercado de trabalho ou manipular a
taxa de câmbio " , disse .
Indústria naval
Ela defendeu a manutenção dos
investimentos na indústria naval , que,
segundo afirmou, "tinha desaparecido .
"Nós que temos essa bênção de
possuir esse país rico, e termos
encotnrado no pré - sal o nosso
petróleo , nós temos que ter um
compromisso com a garantia de que a
nossa indústria se transformará em
uma indústria naval com componente
nacional significativo. [.. .] Nós puxamos
a indústria naval pelos cabelos,
porque ela tinha desaparecido ",
afirmou.

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