Copom não sofre pressão política, diz Mantega sobre queda da Selic

(do G1) O ministro da Fazenda, Guido
Mantega , negou nesta quinta -feira (1 º )
que a decisão do Comitê de Política
Monetária (Copom ) , tomada na
véspera, de reduzir a taxa básica de
juros da economia para 12%, tenha
sido motivada por pressão política .
"Isso é bobagem. O Copom não sofre
nenhuma pressão politica . Ele tem
autonomia , julga o cenário e toma
decisões ", afirmou. Segundo Mantega,
a decisão foi muito positiva . " E o que
vale é a avaliação deles . É melhor
esperar a ata do copom que eles
explicam aquilo (a redução da Selic)
que foi feito" .
Na noite de quarta, em meio às
turbulências nos mercados
internacionais , fruto da nova etapa da
crise financeira, o Copom , do Banco
Central ( BC), colegiado formado pela
diretoria e presidente da autoridade
monetária, adotou uma postura
agressiva e optou por baixar os juros
básicos da economia de 12 ,50% para
12% ao ano.
Trata -se da primeira queda desde
julho de 2009. O Copom vinha
subindo os juros desde janeiro deste
ano. Foram cinco reuniões
consecutivas de elevação . A decisão
surpreendeu o mercado financeiro ,
cuja estimativa , divulgada por meio de
pesquisa feita pelo Banco Central , era
de que juros seriam mantidos neste
encontro .
Dilma
Mais cedo, em Minas Gerais, a
presidente Dilma Rousseff disse
acreditar que a decisão do BC esteja
relacionada à avaliação da conjuntura
internacional.
"O governo federal, desde o governo
do presidente Lula, aliás, antes do
governo de Lula , optou por uma
relação entre o governo e o Banco
Central de autonomia . Então, nós
olhamos e interpretamos também
esses movimentos . Eu acredito que a
situação internacional, ela mudou o
sentido do que estava acontecendo" ,
afirmou.
Ela disse ainda crer que os
movimentos de alta ou baixa
dependerão do cenário externo. "Eu
acredito que o que ocorrerá é que,
dependendo da conjuntura
internacional, teremos aumento ou
diminuição [ da taxa de juros] . Não dá
para saber de forma antecipada ,
prever. O fato é que o governo
federal , em relação à taxa de juros ,
ninguém sabe o que vai acontecer . Se
crise intensificar , é um cenário. Se
banco quebrar, é outro. Se houver
restrição de crédito, é outro cenário.
(. ..) O Copom responde pelo Copom .
Eu respondo pelo governo. "

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