(do G1) Com a persistente alta do dólar , que
está oscilando nesta quinta -feira (22 )
ao redor de R$ 1 ,90 , o Banco Central
anunciou que realizará a oferta de
contratos de " swap cambial"
tradicionais - que equivalem à venda
de divisas no mercado futuro , no valor
de até US$ 5 ,6 bilhões .
Este tipo de operação, que pode
amenizar as pressões de subida do
dólar no mercado à vista, não era
realizado desde 26 de junho de 2009 ,
quando o Brasil ainda sentia os
impactos da primeira etapa da crise
financeira internacional.
Os "swaps cambiais " são contratos
entre o Banco Central e instituições
financeiras no mercado futuro,
negociados via BM & FBovespa, nos
quais a autoridade monetária é
vendedora de dólar a uma
determinada taxa pré -estabelecida .
Nesta quarta -feira , a autoridade
monetária já havia informado que
deixaria de rolar vencimentos de
contratos de " swap cambial reverso" -
que equivalem à compra de moeda
norte -americana no mercado futuro .
Posição comprada do BC
Atualmente, porém, o BC está ainda
"comprado " em US$ 8 ,34 bilhões no
mercado futuro de câmbio . Com a não
rolagem dos vencimentos , e agora com
o reinício da venda de contratos de
"swap cambial", essa posição recuará.
Em outubro, novembro e dezembro,
respectivamente , vencem US$ 1 ,98
bilhão, US$ 910 milhões e US $ 150
milhões em contratos de "swap
cambial reverso" . A posição comprada
da autoridade monetária no mercado
futuro voltou a crescer somente em
2011 , ou seja, com o início do
mandato da presidente Dilma Rousseff
e , também , de Alexandre Tombini no
comando da autoridade monetária .
Até o fim do ano passado , o Banco
Central estava "zerado " no mercado
futuro, ou seja, sem operações ativas.
Entretanto , com a forte entrada de
divisas na economia nos primeiros
meses deste ano, a autoridade
monetária voltou a ofertar contratos
de "swap cambial reverso" - apesar da
reticência de alguns analistas sobre a
eficácia deste tipo de atuação na
cotação do dólar .
Fluxo cambial
Números divulgados pela autoridade
monetária também nesta quarta- feira
revelam que os dólares continuaram
ingressando na economia brasileira
em setembro, embora o ritmo de
entrada de divisas no país tenha caído
na semana passada . A entrada de
recursos no país, segundo analistas,
teoricamente favoreceria a queda do
dólar , e não o seu aumento .
Especialistas , entretanto , apostam que
a alta do dólar , verificado nos últimos
dias, seria transitória. Sidnei Moura
Nehme , da NGO Corretora, argumenta
que a alta recente do dólar está ligada
a especulações justamente no
mercado futuro (derivativos ) - no qual
o BC acabou de informar que não
ofertará mais contratos de " swap
cambial reverso" .
"A alta que verificaríamos seria pontual
e não sustentável. No nosso ponto de
vista, nada mudou em perspectiva,
não teremos nenhum terremoto e nem
se justificam os alaridos magnânimos
que assistimos , ouvimos e lemos hoje
em torno do assunto. Não há , no
nosso entendimento, fundamentos
críveis que possam levar o real a uma
depreciação expressiva , e , dentro do
conceito flutuante , deve ter a curva
apontando para um preço no intervalo
de R$ 1 ,60 a R $ 1 ,65 ao final do ano",
avaliou Nehme em comunicado .


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