(da BBC) A economia alemã cresceu 0, 1% no
segundo trimestre deste ano em
relação ao primeiro , registrando uma
acentuada desaceleração em relação
ao crescimento do período anterior.
Segundo o escritório alemão de
estatísticas , o crescimento da maior
economia da zona do euro nos três
primeiros meses do ano foi revisado
de 1, 5% para 1 ,3 %.
As estatísticas ficaram abaixo das
expectativas de analistas, que
estimavam um crescimento de 0, 5% no
segundo trimestre .
Anualizado, o crescimento do PIB
alemão no segundo trimestre ficou em
2 ,8 %.
A notícia fez o euro abrir em baixa no
mercado de câmbio e realçou as
preocupações com a fragilidade dos
países que adotam a moeda comum
europeia .
Na semana passada , a França , a
segunda maior economia da zona do
euro , anunciou que o seu crescimento
foi zero no segundo trimestre , depois
de um primeiro trimestre animador.
Nesta terça -feira (16 ), a chanceler
alemã, Angela Merkel, e o presidente
francês , Nicolas Sarkozy, vão se reunir
para propor soluções para a crise da
dívida que torna vulneráveis as
economias europeias .
Os dois líderes , junto com o Banco
Central Europeu , estão pressionando
as economias periféricas do bloco
para adotar medidas de austeridade a
fim de equilibrar as contas nacionais.
Por outro lado , analistas apontam o
risco de que os cortes de gastos
governamentais debilitem as
possibilidades de crescimento.
Em um artigo publicado na edição
desta terça do diário financeiro
"Financial Times ", a diretora-gerente
do Fundo Monetário Internacional
(FMI) , Christine Lagarde , disse que os
governos devem equilibrar cortes de
gastos com medidas de curto prazo
para garantir o crescimento e evitar
uma nova recessão.
No entanto, a chefe do FMI afirmou
que " pisar no freio muito
rapidamente " pode prejudicar a
recuperação e piorar as perspectivas
em termos de geração de empregos.
Para Lagarde, o estímulo ao
crescimento em curto prazo é vital.


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