(do Estadão) BUENOS AIRES - Maurício Macri teria vencido o primeiro turno das eleições para prefeito da capital argentina, segundo indicavam no início da noite as primeiras bocas de urna. Macri, do partido Proposta Republicana (PRO), de centro-direita, teria conseguido de 43% a 45% dos votos. Em segundo lugar estaria o ex-ministro da Educação, Daniel Filmus, candidato apontado pela presidente Cristina Kirchner para representar a kirchnerista Frente pela Vitória, uma sublegenda do Partido Justicialista (Peronista) que autodefine-se "progressista". O sociólogo e pedagogo teria obtido 30% a 33% dos votos.
Desta forma, os portenhos irão no dia 31 de julho novamente às urnas para definir em um segundo turno quem ficará com o comando da cidade 2,8 milhões de habitantes que concentra o poder político, sindical e financeiro do país.
O governo Kirchner celebrou o resultado de Filmus, já que mostra um crescimento em relação ao desempenho do próprio candidato em 2007, quando teve 23,7% dos votos, além de superar amplamente a marca de 12% que os candidatos da presidente Cristina tiveram nas eleições parlamentares de 2009 na cidade de Buenos Aires.
Os analistas sustentam que nesta segunda fase das eleições a presidente Cristina assumirá uma posição ativa a favor de Filmus. Eles também consideram que que a tendência para o segundo turno é de uma vitória de Macri, que poderia conseguir mais de 53% dos votos.
No terceiro posto estava o deputado e cineasta Fernando Solanas, líder do partido Projeto Sul, de esquerda.
A grande dúvida dos analistas de opinião pública, que destacam a extrema "volatilidade" do eleitorado portenho é qual será o destino que os votos concedidos a Solanas no primeiro turno terão na segunda fase das eleições. Os pesquisadores especulam que pelo menos metade de seus votos iriam para Filmus, enquanto que um quarto seriam destinados a Macri. Os restantes 25% dos eleitores de Solanas optariam pelo voto branco ou nulo.
Segundo uma pesquisa da consultoria Equis, tanto Macri como Filmus enfrentam uma rejeição similar do eleitorado, de 40%.
A luta pelo controle de Buenos Aires é uma das mais importantes batalhas políticas em meio à guerra eleitoral argentina, cujo ponto culminante serão as eleições presidenciais de outubro. Na ocasião, a presidente Cristina disputará sua reeleição.


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