(da Valor Online) BRASÍLIA - Depois de subir em maio, a participação de estrangeiros na dívida pública interna brasileira em títulos voltou a cair em junho. Saiu de 11,45% para 11,11% do estoque de R$ 1,729 trilhão da dívida, correspondendo a R$ 192,14 bilhões, informou o Tesouro Nacional.
A parcela de não-residentes sofre oscilações desde o fim de 2010, quando o governo impos barreiras na entrada de aplicações em títulos de renda fixa, tributando com a alíquota de 6% de IOF. A justificativa oficial foi para tentar reduzir a volatilidade da taxa de câmbio, com a enxurrada de dólares ao país.
Em relatório, o Tesouro informa que os maiores detentores da dívida pública mobiliária federal interna são as instituições financeiras, cuja participação subiu de 30,14% para 31,72%, ou R$ 548,55 bilhões.
A fatia dos fundos de investimento teve ligeira oscilação para baixo, de 25,21% para 25,01%, somando R$ 432,6 bilhões em junho. Os fundos de pensão detêm 15,29% ou R$ 264,45 bilhões.
Caiu também a participação do governo (engloba recursos administrados pela União, como o fundo soberano, FGTS, FAT, fundos extramercado, fundos garantidores), que detinha 10,08% para 9,61%, ou R$ 166,17 bilhões, no mês passado.
O restante dos títulos federais em mercado está em poder de investidores institucionais, como seguradoras, equivalente a 4,07% do total, e 3,18% na categoria 'outros', como pessoas físicas.


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