Brasil deve manter captações externas, segundo o Tesouro

(da Valor Online) BRASÍLIA - Novas 'janelas para emissão externa devem continuar a se abrir para o Brasil', comentou hoje o coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido. As tensões no cenário internacional favorecem o país e tornam os bônus brasileiros mais atrativos, comentou.
Garrido informou que as recompras de títulos da dívida externa brasileira ficaram ao redor de US$ 2,1 bilhões no primeiro semestre do ano. Uma parcela, entretanto, ainda não foi abatida do estoque.
Ao avaliar a captação de US$ 550 milhões no início do mês, com a reabertura do global 2021, quando o país obteve a menor taxa para uma emissão soberana (4,188% ao ano), Garrido disse que novas emissões dependem do Tesouro encontrar 'novas janelas de oportunidade'.
Ele comentou que, se por um lado as tensões no cenário internacional devido às dificuldades de economias da Zona do Euro dificultam captações, a boa posição da economia brasileira abre o apetite dos investidores.
'A volatilidade nos mercados internacionais, de maneira geral, tende a ser negativa para emissões externas. O Tesouro tem de ser mais cuidadoso para escolher o momento certo da captação. Mas o atual desempenho do Brasil e os bons fundamentos macroeconômicos vão em outra direção, tornando o país mais atrativo ao investidor', comentou ele.
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