(do Estadão) SÃO PAULO - O crescimento mostrado pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) em maio é compatível com o crescimento de 4% previsto pelo Banco Central, segundo a análise do economista-chefe da Máxima Asset Management, Elson Teles. De acordo com ele, ainda que a variação do indicador em junho seja zero, haverá indicação de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre atingiu 1% ante os três primeiros meses do ano.
"Essa média de crescimento trimestral para o restante do ano garantiria os 4% projetados pelo BC, que deve estar satisfeito com o número. A busca agora é tentar diminuir o descompasso entre oferta e demanda, mas é difícil identificar isso apenas nesse indicador", resumiu Teles, para quem o IBC-Br continuará mostrando desaceleração em relação ao ano anterior.
O IBC-Br registrou alta de 0,17% em maio ante abril, atingindo 143,77 pontos, na série dessazonalizada pela autoridade monetária. Sem o ajuste sazonal, houve queda de 0,68% no IBC-Br em maio ante abril, para 146,06 pontos. No trimestre encerrado em maio, a média do IBC-Br teve alta de 1,27% ante a média dos três meses imediatamente anteriores, considerando-se a série dessazonalizada.
Segundo Teles, o indicador veio em linha com o que a Máxima esperava, que era crescimento de 1,2% na margem no trimestre. Por isso, ele avalia que o IBC-Br não causará nenhuma mudança nas perspectivas inflacionárias ou para a Selic neste ano ou no próximo. "A projeção de crescimento de 4% para o ano não é ruim, mas também não traz um cenário confortável para que a inflação atinja o centro da meta de 4,5% em 2012. A tarefa do BC é árdua e acredito que a convergência deve ficar para 2013".
Para o economista, essa foi uma opção do governo, que não quis derrubar o crescimento de uma vez. "Há toda uma inércia inflacionária que complica a tarefa da autoridade monetária em conseguir trazer a inflação para a meta em 2012", afirmou.


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