Sem treinar com bola, Ganso ainda é dúvida para final

(do Estadão) Ainda não foi nesta sexta-feira que
Paulo Henrique Ganso foi liberado
para participar do treino com bola.
Enquanto os demais jogadores
disputaram uma partida de vôlei e
depois realizaram treino de dois
toques em campo reduzido, o meia
fez um circuito alternado durante uma
hora, acompanhado por dois
preparadores físicos.
Durante os exercícios, Ganso deu
piques, com parada brusca, forçou a
musculatura para ter certeza da
cicatrização da lesão sofrida no dia 8,
no fim do primeiro tempo do jogo
contra o Corinthians, pela decisão do
Campeonato Paulista. Depois, Ganso
bateu um pouco de bola com Neymar.
Os médicos e os integrantes do
departamento de preparação física
avisaram que não vão falar sobre o
desempenho de Ganso nos treinos e
a sua chance de ser liberado para
enfrentar o Peñarol, quarta-feira à
noite, no Pacaembu, na finalíssima da
Libertadores.
Muricy Ramalho assistiu à distância o
trabalho realizado por Ganso.
Somente na terça-feira, na única
entrevista que vai dar antes da
decisão, anunciará se o meia jogará a
decisão. Antes disso, o camisa 10 vai
passar por testes de resistência. Se
não participar de nenhum treino com
bola, estará fora do jogo.
Diante da dúvida sobre Ganso, os
jogadores do Santos evitaram dar
palpites sobre as chances do
companheiro. "O momento é de
superação e acredito que ele queira
jogar. Ainda mais pela importância
que tem uma conquista de
Libertadores. Mas, como eu fiquei uma
semana fora, não sei se ele vai jogar
ou não. Fica difícil falar", disse o
zagueiro Edu Dracena. "Não sei por
que não conversei com ele. Como
Ganso ainda não trabalhou com a
equipe, não dá para saber se ele vai
jogar ou se ficará no banco", afirmou
o volante Arouca.
Dos titulares que ficaram fora do
primeiro jogo da decisão, quarta-feira
passada, no Estádio Centenário,
apenas dois têm volta assegurada:
Edu Dracena, que cumpriu suspensão
no jogo de ida, retorna no lugar de
Bruno Rodrigo, e Léo entra na lateral,
saindo Alex Sandro. Jonathan,
recuperado da quinta contusão em
seis meses, está clinicamente
recuperado, mas passa pelo processo
de recondicionamento.

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