Hoje, o contingente de mais de 5 mil funcionários do presídio foi reforçado por 400 soldados de uma unidade de elite do Exército venezuelano. Em meio a tentativas de controlar os detentos e de revistar as celas, explosões foram ouvidas ao longo do dia.
O ministro do Interior e da Justiça, Tareck el Aissami, disse que "apenas 50 dos mil detentos se negam a se render e a dialogar". Dirigindo-se às famílias dos presidiários por meio da emissora estatal de televisão, o ministro disse que "serão respeitados os direitos dos detentos" e que "tudo o que estamos fazendo é para preservar a vida dos internos".
Do lado de fora do presídio, dezenas de familiares de detentos mantêm um protesto contra a intervenção das tropas. Soldados da Guarda Nacional usaram gás lacrimogêneo para impedir que os manifestantes bloqueassem a estrada local.
O comandante da Guarda Nacional, general Luis Motta Domínguez, disse que o confronto de sexta-feira começou durante uma operação rotineira de revista às celas. Segundo ele, durante a operação foram apreendidos sete fuzis, cinco escopetas, 20 pistolas, oito granadas de mão, 5 mil balas para fuzis, 100 telefones celulares, três computadores, 45 kg de cocaína e 12 km de maconha.


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