Fukushima foi danificada no terremoto de magnitude 9,0, seguido por um tsunami, que atingiu o Japão em 11 de março deste ano. O vazamento de material radioativo no mar e na atmosfera causou a evacuação das áreas mais próximas à usina.
Enormes piscinas se formaram embaixo da usina depois que os técnicos usaram jatos d'água para resfriar os reatores nucleares, que, com a falta de energia elétrica em Fukushima, corriam o risco de entrar em colapso.
A suspensão dos trabalhos neste sábado ocorreu apenas cinco horas depois de seu início, depois que os níveis de radiação em uma máquina usada para filtrar o césio da água aumentou mais rápido que o esperado, afirma o correspondente da BBC em Tóquio Roland Buerk.
Um porta-voz da Tepco disse que, enquanto os técnicos não descobrirem a razão do aumento da radiação, a operação não poderá ser retomada. Mesmo assim, o porta-voz afirma que esta demora não seria longa a ponto de causar um adiamento de “semanas”.
Buerk afirma que resolver o problema das grandes piscinas de água contaminada é um passo fundamental para controlar a crise atômica que se instaurou em Fukushima depois do desastre natural de março.
Urgência
O correspondente da BBC diz que a Tepco tem urgência em realizar esta operação, pois a temporada de chuvas no Japão já começou, o que aumenta o risco de transbordamento das piscinas contaminadas.
Apesar dos problemas que enfrenta para conter o vazamento em Fukushima, que ainda persiste, a Tepco afirma que os três reatores deverão ser desativados com total segurança até janeiro de 2012, no máximo.
O governo do Japão afirma que mais de 15 mil pessoas morreram devido ao terremoto e ao tsunami que se seguiu, enquanto mais de 8 mil continuam desaparecidas.


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