(do Estadão) RIBEIRÃO PRETO - A presidente Dilma
Rousseff negou nesta sexta-feira,
17, que defenda a manutenção do
sigilo eterno de documentos
ultrassecretos arquivados pelo
governo. "É público e notório que eu
era a favor de abrir todos os
documentos", afirmou. No entanto,
Dilma salientou que, a pedido do
Ministério da Defesa e do Itamaraty, a
lei que regula essa prática abre
brechas para três tipos de
documentos.
"Por ponderação da Defesa e das
Relações Exteriores, toleraríamos a
classificação de ultrassecreto para
documentos cujo acesso possa
ocasionar ameaça à soberania
nacional, integridade do território
nacional e grave risco às relações
internacionais do País", disse a
presidente, durante entrevista após o
anúncio do Plano Safra 2011/2012, em
Ribeirão Preto (SP).
Dilma rechaçou ainda a possibilidade
de que documentos sobre direitos
humanos sejam mantidos em sigilo e
afirmou que outros documentos, cujo
sigilo perdurará por 25 anos,
precisam de uma série de argumentos
para não serem revelados. "No que se
refere a direitos humanos, não existe
caso que possa ser ultrassecreto",
disse. "E para quem não quiser abrir
(os restantes) depois dos 25 anos, tem
de fazer justificativa para uma
comissão, fundamentar bem e ainda
tem de ser aceito".


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