(do Uol)O ex-diretor-gerente do FMI (Fundo
Monetário Internacional), Dominique
Strauss-Kahn, deixou nesta sexta-
feira (20) a penitenciária conhecida
como Rikers Island, para onde foi
levado após ser acusado de tentar
estuprar uma camareira de um hotel
em Nova York, pouco antes das 16h
(17h de Brasília), informaram
autoridades judiciais. A libertação de
Strauss-Kahn aconteceu após seus
advogados anunciarem, na quinta, o
pagamento da fiança de US$ 1 milhão
estipulada pela Justiça do Estado de
Nova York. O pagamento, porém, só
foi efetuado nesta sexta.
O juiz Michael Obus impôs outras
condições para soltar o ex-diretor do
FMI: uma caução de US$ 5 milhões,
da entrega de todos os documentos
de viagem e da permanência em
prisão domiciliar.
Strauss-Kahn carregará uma pulseira
eletrônica, será monitorado em um
apartamento de Manhattan 24 horas
por dia, sete dias por semana, por
equipamento de vigilância de vídeo, e
terá pelo menos um guarda armado
acompanhando-o a todo o momento,
acrescentou o juiz.
Inicialmente, ele seria colocado em
prisão domiciliar em um apartamento
no East Side, mas depois que o
endereço vazou para a imprensa e o
edifício foi cercado pela mídia e
houve reclamações de vizinhos, o juiz
decidiu mandá-lo para um lugar
"mais seguro" no centro de
Manhattan.
Strauss-Kahn foi denunciado
formalmente por sete acusações,
entre elas agressão sexual e tentativa
de estupro, segundo o promotor
Cyrus Vance.
"Na quarta-feira, um grande júri
estudou as provas proporcionadas
pela promotoria e determinou que
eram suficientes para denunciá-lo e
levá-lo a julgamento", disse Vance,
após a audiência em um tribunal de
Manhattan que lhe concedeu a
liberdade sob fiança.
Vance destacou que a denúncia inclui
acusações de tentativa de estupro,
cárcere privado e manipulação não
consentida, entre outras. "São
acusações extremamente sérias." Se
for condenado por todas as
acusações, Strauss-Kahn pode pegar
até 74 anos de prisão.
O ex-diretor do FMI se apresentará
de novo à Justiça de Nova York em 6
de junho, para uma audiência na qual
poderá se declarar inocente das
acusações. A promotoria e a defesa
terão cerca de duas semanas e meia
para trabalhar em suas respectivas
alegações antes da próxima
apresentação.
"É um grande alívio", disse o
advogado William Taylor sobre a
libertação de Strauss-Kahn. A
situação "agora é muito melhor do
que quando começamos". Na
audiência estiveram presentes a
mulher de Strauss-Kahn, Anne
Sinclair, e sua filha Camille, que
chorou.
Strauss-Kahn renunciou na véspera
ao cargo de diretor-gerente do FMI,
mas reafirmou que não atacou
sexualmente uma funcionária de um
hotel de Nova York. "É com infinita
tristeza que hoje me sinto obrigado a
apresentar ao Conselho
Administrativo minha renúncia ao
posto de diretor-gerente do FMI".
"Quero dizer que nego, com a maior
firmeza possível, todas as acusações
que me fizeram", destacou Strauss-
Kahn na prisão de Rikers Island.
A suposta vítima, uma camareira,
testemunhou na quarta-feira a um
grande júri sobre o ataque do sábado
passado. Segundo ela, a agressão
sexual aconteceu quando entrou no
quarto de Strauss-Kahn no luxuoso
hotel Sofitel. A defesa de Strauss-
Kahn deve alegar que a camareira
consentiu com a relação sexual.


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