Morte envolvendo PM será apurada com maior rigor no RJ

(do Estadão) As mortes em confrontos com as forças policiais do Estado do Rio de Janeiro passarão a ser investigadas com maior rigor. A chefe de Polícia Civil fluminense, delegada Martha Rocha, editou portaria determinando que sejam adotados procedimentos específicos toda vez que uma autoridade registrar um auto de resistência.

A medida é uma tentativa de evitar a série de erros que ocorreu no assassinato do menino Juan Moraes, de 11 anos, atingido durante uma operação da Polícia Militar (PM) na favela do Danon, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, há 20 dias. Os agentes envolvidos no tiroteio, que têm outros 36 casos de autos de resistência em suas fichas, informaram que haviam trocado tiros com traficantes. As investigações demoraram a começar. A perícia do local só ocorreu uma semana após o tiroteio e desaparecimento de Juan. A reconstituição do caso terminou na madrugada de hoje.

Entre as novas medidas, estão a apreensão das armas usadas por agentes que participarem de operações que resultarem em morte; realização de perícia nos corpos das vítimas e nos locais dos confrontos; e entrevistas a testemunhas que tenham presenciado o fato e a médicos que tenham atendido as vítimas. Se suspeitar de fraude no registro de um auto de resistência, o delegado responsável pelas investigações deverá prender em flagrante os policiais envolvidos.

De acordo com dados oficias do Instituto de Segurança Pública (ISP), os policiais do Rio mataram 4.370 pessoas entre 2007 e 2010. A média é de três mortos por dia.
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